---
title: "Cólica menstrual forte: quando não é normal e o que investigar | Clínica Femi Saúde"
canonical_url: "https://femisaude.com.br/blog/colica-menstrual-forte-quando-nao-e-normal"
last_updated: 2026-08-10
meta:
  author: "Dra. Melissa Amoroso"
  description: "Cólica menstrual forte nem sempre é normal. Saiba diferenciar dismenorreia primária e secundária, sinais de alerta e exames. Femi Saúde, Curitiba."
  "og:description": "Cólica menstrual forte nem sempre é normal. Saiba diferenciar dismenorreia primária e secundária, sinais de alerta e exames. Femi Saúde, Curitiba."
  "og:title": "Cólica menstrual forte: quando não é normal e o que investigar"
  "twitter:description": "Cólica menstrual forte nem sempre é normal. Saiba diferenciar dismenorreia primária e secundária, sinais de alerta e exames. Femi Saúde, Curitiba."
  "twitter:title": "Cólica menstrual forte: quando não é normal e o que investigar"
---

Clínica Femi Saúde — Início

Clínica Femi Saúde — Início

[Ginecologia](https://femisaude.com.br/blog?categoria=ginecologia)

# Cólica menstrual forte: quando não é normal e o que investigar

Cólica menstrual forte nem sempre é normal. Saiba diferenciar dismenorreia primária e secundária, sinais de alerta e exames. Femi Saúde, Curitiba.

[Dra. Melissa Amoroso · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)

10 de agosto de 2026

4 min de leitura

Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) · 10 de agosto de 2026

![Ilustração de mulher interrompendo uma atividade por causa de cólica intensa.](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/colica-menstrual-forte-quando-nao-e-normal.jpg)

Sentir algum desconforto nos primeiros dias da menstruação é comum: estima-se que mais da metade das mulheres em idade reprodutiva tenha cólicas em algum grau. O problema é quando a dor passa a ditar a rotina, impede de ir à escola ou ao trabalho, exige doses crescentes de analgésico ou piora a cada ano. Nesses casos, a cólica deixa de ser apenas um incômodo e pode ser sinal de uma condição que merece investigação. Este artigo explica a diferença entre a cólica considerada fisiológica e a que indica doença, quais sinais devem acender o alerta e como é feita a avaliação.

## O que causa a cólica menstrual

A cólica, ou **dismenorreia**, acontece porque o útero se contrai para eliminar o endométrio descamado. Essas contrações são estimuladas pelas prostaglandinas, substâncias produzidas pelo próprio endométrio no início da menstruação. Quanto maior a quantidade de prostaglandinas, mais intensas as contrações e menor o fluxo de sangue para o músculo uterino, o que gera a dor.

A dismenorreia é dividida em dois tipos. A **primária** não está associada a nenhuma doença: aparece nos primeiros anos após a primeira menstruação, dura de um a três dias e responde bem a anti-inflamatórios e calor local. A **secundária** é causada por uma condição ginecológica e costuma surgir mais tarde, piorar progressivamente e vir acompanhada de outros sintomas.

## Sinais de que a cólica não é normal

Alguns padrões sugerem que a dor merece investigação:

- Dor que não melhora com analgésicos ou anti-inflamatórios comuns
- Faltas recorrentes ao trabalho ou à escola por causa da menstruação
- Cólica que começou anos após a primeira menstruação ou que vem piorando
- Dor que começa antes da menstruação e continua depois que o sangramento termina
- Dor durante a relação sexual, ao evacuar ou ao urinar, sobretudo no período menstrual
- Fluxo muito intenso, com coágulos, ou sangramento fora do período
- Náuseas, vômitos, desmaios ou diarreia associados à dor

A cultura de que "cólica é normal" faz com que muitas mulheres demorem anos para procurar ajuda. Dor que compromete a vida nunca deve ser normalizada, independentemente da idade.

## Principais causas de dismenorreia secundária

A **endometriose** é a causa mais frequente e afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva. Nela, um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, provocando inflamação e dor progressiva. A **adenomiose**, em que esse tecido invade a parede muscular do útero, causa cólica intensa e fluxo aumentado, sendo mais comum após os 30 anos.

Miomas, principalmente os que ficam dentro da cavidade uterina, pólipos endometriais, doença inflamatória pélvica, malformações do trato genital e estenose do colo do útero também podem causar dor menstrual. O DIU de cobre pode intensificar a cólica nos primeiros meses de uso. Em algumas mulheres, a contração crônica dos músculos do assoalho pélvico contribui para a dor e precisa ser tratada com fisioterapia.

## Como é feita a investigação

A consulta começa com uma conversa detalhada sobre o início das cólicas, a duração, a intensidade, os medicamentos usados, o impacto na rotina e os sintomas associados. Manter um diário da dor por dois ou três ciclos, anotando dias, intensidade e o que aliviou, ajuda muito nesse momento.

O exame ginecológico procura pontos dolorosos, nódulos e alterações no tamanho do útero. O **ultrassom transvaginal** é o exame inicial: identifica miomas, pólipos, cistos e sinais de adenomiose, e, quando realizado com preparo intestinal por profissional treinado, mapeia focos de endometriose profunda. A ressonância magnética é reservada para casos complexos. Em adolescentes ou mulheres que nunca tiveram relação sexual, o ultrassom pode ser feito por via abdominal ou transretal.

## Opções de tratamento

Na dismenorreia primária, os anti-inflamatórios não esteroidais iniciados logo no começo da dor, ou um pouco antes, são a primeira escolha. Calor local, atividade física regular e sono adequado reduzem a intensidade. Quando isso não basta, contraceptivos hormonais, em pílula, injeção, implante ou DIU hormonal, diminuem a produção de prostaglandinas e o volume menstrual.

Na dismenorreia secundária, o tratamento é dirigido à causa. A endometriose e a adenomiose respondem ao controle hormonal e, em casos selecionados, à cirurgia minimamente invasiva; miomas e pólipos podem exigir remoção por histeroscopia ou videolaparoscopia. A fisioterapia pélvica e o acompanhamento psicológico complementam o cuidado quando a dor se tornou crônica.

## Quando procurar ajuda

Qualquer cólica que limite a vida justifica uma consulta, e o ideal é não esperar. A investigação precoce encurta o tempo até o diagnóstico da endometriose, que ainda leva de sete a dez anos em média, e evita que a dor se cronifique. Em Curitiba, a equipe de ginecologia da Femi Saúde avalia a dor menstrual com exames adequados e um plano individualizado, que considera a idade, o desejo de gestação e as preferências de cada mulher.

> Precisa de avaliação? Conheça a especialidade de [Ginecologia na Femi Saúde](https://femisaude.com.br/specialties/ginecologia) ou [agende sua consulta pelo WhatsApp](https://wa.me/5541991590603?text=Ol%C3%A1!%20Vim%20pelo%20blog%20da%20Femi%20Sa%C3%BAde%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta.).

Tags:

#cólica menstrual forte #dismenorreia #cólica que não passa #ginecologista Curitiba

[![Dra. Melissa Amoroso](https://femisaude.com.br/images/doctors/thumbnails/melissa-amoroso-400x400.jpg)](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)

## Sobre a autora

[Dra. Melissa Amoroso](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)Ginecologista · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292

A Dra. Melissa Amoroso é ginecologista e Diretora Técnica da Clínica Femi Saúde. Dedica-se ao cuidado da mulher em todas as fases da vida, da primeira menstruação à menopausa, com foco em medicina preventiva: consultas de rotina, preventivo do colo do útero e orientação individualizada. Em contracepção, oferece aconselhamento para a escolha do método mais adequado a cada paciente e realiza a inserção de DIU (hormonal e de cobre) e do Implanon®, além da laqueadura. É especialista em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, com fellow em videolaparoscopia e histeroscopia. Realiza histeroscopia diagnóstica e cirúrgica — para investigar e tratar sangramentos uterinos anormais, pólipos e miomas — e cirurgias por vídeo, como histerectomia e remoção de cistos de ovário e miomas, com atenção especial à endometriose. Na ginecologia regenerativa e estética íntima, cuida da saúde íntima com laser de CO2 fracionado e radiofrequência e realiza cirurgias íntimas, como a ninfoplastia a laser, sempre priorizando o bem-estar, a segurança e a confiança de suas pacientes.

[Agendar com Dra. Melissa Amoroso](<https://wa.me/5541991590603?text=Ol%C3%A1!%20Vim%20pelo%20site%20da%20Femi%20Sa%C3%BAde%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta%20(Dra.%20Melissa%20Amoroso).>) [ Ver perfil completo](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)

Compartilhar este artigo:

[Facebook](https://www.facebook.com/sharer/sharer.php?u=https%3A%2F%2Ffemisaude.com.br%2Fblog%2Fcolica-menstrual-forte-quando-nao-e-normal) [WhatsApp](https://wa.me/?text=C%C3%B3lica%20menstrual%20forte%3A%20quando%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20normal%20e%20o%20que%20investigar%20https%3A%2F%2Ffemisaude.com.br%2Fblog%2Fcolica-menstrual-forte-quando-nao-e-normal)

## Artigos relacionados

[![Toalha macia, tecido de algodão e frasco neutro representam cuidados delicados com a pele.](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/coceira-vaginal-causas.jpg)<h3>Coceira vaginal: causas e quando procurar a ginecologista</h3>6 min de leitura](https://femisaude.com.br/blog/coceira-vaginal-causas) [![Mulher sente desconforto na parte baixa do abdome e considera buscar orientação.](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/dor-no-pe-da-barriga-em-mulheres.jpg)<h3>Dor no pé da barriga em mulheres: principais causas</h3>5 min de leitura](https://femisaude.com.br/blog/dor-no-pe-da-barriga-em-mulheres) [![Ilustração editorial de mulher com desconforto pélvico e formas sobrepostas ao fundo.](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/endometriose-profunda-o-que-e-e-tratamento.jpg)<h3>Endometriose profunda: o que é, sintomas e como é tratada</h3>5 min de leitura](https://femisaude.com.br/blog/endometriose-profunda-o-que-e-e-tratamento) [![Implantes hormonais demonstrativos sob uma lupa, ao lado de documentos de avaliação médica.](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/gestrinona-chip-da-beleza-riscos.jpg)<h3>Gestrinona (chip da beleza): o que é, riscos e regras</h3>4 min de leitura](https://femisaude.com.br/blog/gestrinona-chip-da-beleza-riscos)

## Gostou do artigo?

Agende uma consulta e descubra como podemos cuidar da sua saúde com excelência e carinho.

[Agendar pelo WhatsApp](<https://wa.me/5541991590603?text=Ol%C3%A1!%20Vim%20pelo%20site%20da%20Femi%20Sa%C3%BAde%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta%20(Ginecologia).>) [Conhecer a Especialidade](https://femisaude.com.br/specialties/ginecologia) [ Ver mais artigos](https://femisaude.com.br/blog)

## Sitemap

See the full [sitemap](/sitemap.md) for all pages.
