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title: "Corrimento com cheiro forte: causas, o que fazer e quando procurar a ginecologista | Clínica Femi Saúde"
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last_updated: 2026-05-03
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  author: "Dra. Melissa Amoroso"
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[Ginecologia](https://femisaude.com.br/blog?categoria=ginecologia)

# Corrimento com cheiro forte: causas, o que fazer e quando procurar a ginecologista

Corrimento com cheiro forte: vaginose, tricomoníase, absorvente esquecido e hormônios. O que não fazer, como é o diagnóstico e o tratamento. Curitiba.

[Dra. Melissa Amoroso · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)

3 de maio de 2026

4 min de leitura

Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) · 3 de maio de 2026

![Ilustração de paciente conversando com uma profissional sobre sintomas íntimos.](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/corrimento-com-cheiro-forte-causas-e-tratamento.jpg)

Um cheiro forte na região íntima costuma causar mais constrangimento do que dor, e é justamente por isso que muitas mulheres adiam a consulta e tentam resolver por conta própria, com duchas, sabonetes perfumados ou remédios indicados por conhecidas. O problema é que a maioria dessas tentativas piora o quadro. O odor não é sinal de falta de higiene: na maior parte das vezes ele indica um desequilíbrio na flora vaginal ou uma infecção, situações que têm diagnóstico simples e tratamento eficaz. Este artigo explica quando o cheiro é normal, quais são as causas mais comuns do corrimento com cheiro forte, o que evitar, como a ginecologista chega ao diagnóstico e como prevenir que o problema volte.

## Quando o cheiro é normal

A vagina saudável tem cheiro, e ele não é neutro. A flora dominada pelos **lactobacilos** produz ácido lático, que mantém o pH baixo e dá um odor levemente ácido, discreto, que muda ao longo do ciclo. Após a relação sexual, o contato com o sêmen, que é alcalino, altera o cheiro por algumas horas; durante a menstruação, o sangue traz um odor metálico; o suor da virilha depois do exercício também contribui. Nenhuma dessas situações exige tratamento. O sinal de alerta é o cheiro intenso, diferente do habitual, que persiste por dias, que fica mais forte após o sexo ou que vem acompanhado de mudança na cor, coceira, ardência ou dor.

## Vaginose bacteriana: a causa mais comum

A **vaginose bacteriana** responde pela maioria dos casos de corrimento com cheiro forte. Não é uma infecção transmitida, mas um desequilíbrio: os lactobacilos diminuem e bactérias como a Gardnerella se multiplicam, produzindo aminas que causam o característico cheiro de peixe, mais evidente depois da relação sexual e no fim da menstruação. O corrimento costuma ser fino, acinzentado ou esbranquiçado e aderido às paredes vaginais, geralmente sem coceira intensa. Duchas, sexo sem preservativo com novos parceiros, tabagismo e uso recente de antibióticos favorecem o desequilíbrio, e as recidivas são frequentes, o que reforça a necessidade de tratamento orientado.

## Tricomoníase, absorvente esquecido e outras causas

A **tricomoníase**, causada por um protozoário transmitido sexualmente, produz corrimento abundante, amarelado ou esverdeado, às vezes espumoso, com cheiro forte e desagradável, acompanhado de coceira, ardência e dor ao urinar. É a única causa comum de odor que exige tratamento do parceiro ao mesmo tempo.

Um **absorvente interno esquecido**, ou um pedaço de preservativo ou de anel vaginal retido, provoca em poucos dias um cheiro pútrido muito intenso, com corrimento escuro, e precisa ser removido em consulta. Corpos estranhos retidos por muito tempo podem levar a infecções mais graves. A candidíase, apesar de comum, costuma causar mais coceira do que odor; já a cervicite por clamídia ou gonorreia e, mais raramente, fístulas e lesões no colo do útero também podem alterar o cheiro e precisam ser descartadas.

## Hábitos de higiene e mudanças hormonais

O excesso também prejudica. Duchas vaginais, sabonetes perfumados, lenços umedecidos e lavagens repetidas removem os lactobacilos e elevam o pH, abrindo caminho para a vaginose. Roupa íntima sintética, calças muito apertadas e o hábito de permanecer com roupa úmida de ginástica ou de piscina criam o ambiente quente e abafado em que as bactérias produtoras de odor prosperam. Já na **menopausa**, a queda do estrogênio afina a mucosa e reduz os lactobacilos; o pH sobe e o cheiro pode mudar mesmo sem infecção. Na gravidez e com o uso de alguns anticoncepcionais, as variações hormonais também alteram a secreção e o odor.

## O que não fazer

- Não fazer duchas ou lavagens internas: elas espalham a infecção e destroem a flora protetora.
- Não usar antibióticos ou antifúngicos por conta própria: o remédio para candidíase não trata vaginose, e o uso repetido de antibióticos sem diagnóstico favorece resistência e recidivas.
- Não mascarar o cheiro com perfumes, desodorantes íntimos ou sabonetes fortes.
- Não interromper o tratamento assim que o cheiro melhorar.
- Não adiar a consulta por vergonha: o problema é frequente, e a ginecologista lida com ele todos os dias.

## Como é o diagnóstico e o tratamento

Na consulta, o exame ginecológico mostra o aspecto do corrimento e das paredes vaginais. A medição do **pH vaginal** e a análise da secreção ao microscópio, com o teste de aminas, costumam ser suficientes para diferenciar vaginose, tricomoníase e candidíase; a cultura ou os testes moleculares entram quando há dúvida ou recidivas. Quando indicado, a pesquisa de outras infecções sexualmente transmissíveis é feita na mesma coleta.

O tratamento depende da causa: antibióticos específicos, por via oral ou vaginal, na vaginose e na tricomoníase, com tratamento do parceiro nesta última; remoção do corpo estranho quando é o caso; reposição de estrogênio local na atrofia da menopausa. Em vaginoses de repetição, esquemas de manutenção e o uso de probióticos podem ser discutidos.

## Prevenção e quando procurar a ginecologista

Higiene externa apenas com água ou sabonete suave, roupa íntima de algodão, preservativo com novos parceiros, evitar o cigarro e trocar absorventes com regularidade reduzem bastante as recidivas. Vale marcar consulta sempre que o cheiro for intenso, persistir por mais de alguns dias, voltar com frequência ou vier acompanhado de febre, dor pélvica, sangramento fora do período ou corrimento esverdeado. Em Curitiba, a equipe de ginecologia da Clínica Femi Saúde investiga a causa e orienta o tratamento adequado, sem julgamentos.

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#corrimento com cheiro forte #corrimento com cheiro de peixe #cheiro forte na região íntima #corrimento com mau cheiro tratamento

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## Sobre a autora

[Dra. Melissa Amoroso](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)Ginecologista · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292

A Dra. Melissa Amoroso é ginecologista e Diretora Técnica da Clínica Femi Saúde. Dedica-se ao cuidado da mulher em todas as fases da vida, da primeira menstruação à menopausa, com foco em medicina preventiva: consultas de rotina, preventivo do colo do útero e orientação individualizada. Em contracepção, oferece aconselhamento para a escolha do método mais adequado a cada paciente e realiza a inserção de DIU (hormonal e de cobre) e do Implanon®, além da laqueadura. É especialista em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, com fellow em videolaparoscopia e histeroscopia. Realiza histeroscopia diagnóstica e cirúrgica — para investigar e tratar sangramentos uterinos anormais, pólipos e miomas — e cirurgias por vídeo, como histerectomia e remoção de cistos de ovário e miomas, com atenção especial à endometriose. Na ginecologia regenerativa e estética íntima, cuida da saúde íntima com laser de CO2 fracionado e radiofrequência e realiza cirurgias íntimas, como a ninfoplastia a laser, sempre priorizando o bem-estar, a segurança e a confiança de suas pacientes.

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