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title: "DIU na adolescência e para quem nunca engravidou | Clínica Femi Saúde"
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last_updated: 2025-05-03
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  author: "Dra. Melissa Amoroso"
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[DIU](https://femisaude.com.br/blog?categoria=diu)

# DIU na adolescência e para quem nunca engravidou

Adolescentes e mulheres que nunca engravidaram podem usar DIU? Entenda a segurança e os benefícios do método.

[Dra. Melissa Amoroso · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)

3 de maio de 2025

4 min de leitura

Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) · 3 de maio de 2025

![Mulher tranquila e sorridente relaxando em casa com uma xícara de café, sentada em uma poltrona perto da janela com luz natural](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/diu-na-adolescencia-e-para-quem-nunca-engravidou.jpg)

Ainda é comum ouvir que o **DIU** "não serve" para adolescentes ou para quem nunca engravidou. Essa ideia é um mito que persiste mesmo depois de muitos estudos mostrarem o contrário. Hoje, as principais sociedades médicas consideram o DIU uma das melhores opções de contracepção justamente para mulheres jovens e para as **nuligestas** (que nunca tiveram filhos). Neste texto, explicamos por que ele é seguro nessas situações, quais são os tipos disponíveis e como funciona a inserção, sempre com a ressalva de que a escolha do melhor método é individual e deve ser feita em consulta.

## Por que o DIU é recomendado também para jovens e nuligestas

Entidades como a **FEBRASGO** e o **Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG)** recomendam os métodos de longa duração — DIU de cobre, DIU hormonal e implante — como **opção de primeira linha** para adolescentes, sejam elas nuligestas ou não. O motivo é prático: esses métodos têm eficácia muito alta, boa continuidade de uso e dependem pouco da rotina diária.

A Organização Mundial da Saúde, em seus **Critérios Médicos de Elegibilidade**, classifica ter idade jovem (a partir da primeira menstruação) e não ter tido filhos como situações de **categoria 2** — ou seja, condições em que as vantagens de usar o DIU geralmente superam os riscos, sem que idade ou ausência de gravidez prévia sejam, por si só, contraindicações.

## Quais DIUs existem no Brasil

Há três opções principais, todas com eficácia acima de **99%**:

- **DIU de cobre (TCu380A)**: sem hormônio, age principalmente tornando o ambiente uterino hostil aos espermatozoides. Dura cerca de **10 anos** (com evidência de eficácia que pode chegar a 12 anos). Pode tornar as menstruações um pouco mais intensas ou cólicas, sobretudo nos primeiros meses.
- **DIU hormonal Mirena (levonorgestrel 52 mg)**: libera o hormônio localmente, espessando o muco do colo do útero e afinando o endométrio; com frequência reduz muito o fluxo menstrual. Aprovado para contracepção por até **8 anos**.
- **DIU hormonal Kyleena (levonorgestrel 19,5 mg)**: tem dose hormonal e reservatório menores, com duração de até **5 anos** — uma alternativa pensada também para quem nunca engravidou.

A escolha entre cobre e hormonal depende do seu padrão menstrual, da preferência por um método com ou sem hormônio e de avaliação clínica.

## Vantagens para esse público

- **Eficácia que não depende de memória**: por não exigir uso diário, evita as falhas comuns de esquecimento da pílula.
- **Longa duração** com um único procedimento.
- **Opções variadas**: sem hormônio (cobre) ou com dose hormonal baixa (Kyleena), conforme o que faz mais sentido para você.
- **Reversível**: ao retirar o DIU, a fertilidade tende a retornar rapidamente, preservando a possibilidade de engravidar no futuro.

## E a inserção dói? Como é feita

A inserção é um procedimento de consultório, geralmente rápido. Em mulheres que nunca engravidaram, é comum sentir **cólica ou desconforto moderado** durante a colocação — algo esperado e temporário. A ginecologista usa técnica cuidadosa e pode oferecer estratégias para reduzir o incômodo; entre elas, o **anestésico local** (como bloqueio paracervical ou lidocaína) tem o melhor respaldo na evidência atual. **Nuliparidade não é contraindicação** nem aumenta, por si só, o risco de expulsão do dispositivo.

Vale lembrar que o DIU **não protege contra infecções sexualmente transmissíveis**. Por isso, o **preservativo** continua sendo importante para quem deseja se proteger de ISTs, mesmo já usando o DIU como contracepção.

## Mitos que vale desfazer

- *"O DIU se desloca com facilidade."* A expulsão é incomum e, quando ocorre, costuma ser nos primeiros meses; o acompanhamento ajuda a identificar isso. Ela tende a ser um pouco mais frequente em adolescentes do que em mulheres mais velhas, mas segue sendo um evento pouco comum e não contraindica o método.
- *"Causa infertilidade."* Não há evidência de que o DIU comprometa a fertilidade futura. Após a retirada, a capacidade de engravidar tende a voltar logo.
- *"Só serve para quem já teve filhos."* Como vimos, o método é indicado e seguro também para nuligestas e adolescentes.

Se você é adolescente ou nunca engravidou e está pensando em um método contraceptivo eficaz e prático, o DIU pode ser uma excelente alternativa. O mais importante é conversar com sua ginecologista, esclarecer suas dúvidas e avaliar, em conjunto, qual opção combina com o seu corpo, sua rotina e seus planos. Estamos aqui para acolher você nessa decisão com calma e informação de qualidade.

> Quer saber mais sobre DIU? Conheça o [tratamento de DIU na Femi Saúde](https://femisaude.com.br/treatment/diu) ou [agende sua consulta pelo WhatsApp](https://wa.me/5541991590603?text=Ol%C3%A1!%20Vim%20pelo%20blog%20da%20Femi%20Sa%C3%BAde%20e%20gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta.).

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#diu #adolescência #nuligesta

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## Sobre a autora

[Dra. Melissa Amoroso](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)Ginecologista · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292

A Dra. Melissa Amoroso é ginecologista e Diretora Técnica da Clínica Femi Saúde. Dedica-se ao cuidado da mulher em todas as fases da vida, da primeira menstruação à menopausa, com foco em medicina preventiva: consultas de rotina, preventivo do colo do útero e orientação individualizada. Em contracepção, oferece aconselhamento para a escolha do método mais adequado a cada paciente e realiza a inserção de DIU (hormonal e de cobre) e do Implanon®, além da laqueadura. É especialista em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, com fellow em videolaparoscopia e histeroscopia. Realiza histeroscopia diagnóstica e cirúrgica — para investigar e tratar sangramentos uterinos anormais, pólipos e miomas — e cirurgias por vídeo, como histerectomia e remoção de cistos de ovário e miomas, com atenção especial à endometriose. Na ginecologia regenerativa e estética íntima, cuida da saúde íntima com laser de CO2 fracionado e radiofrequência e realiza cirurgias íntimas, como a ninfoplastia a laser, sempre priorizando o bem-estar, a segurança e a confiança de suas pacientes.

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