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title: "Pílula do dia seguinte: efeitos colaterais, quantas vezes pode tomar e mitos | Clínica Femi Saúde"
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last_updated: 2026-08-14
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Clínica Femi Saúde — Início

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[Contracepção](https://femisaude.com.br/blog?categoria=contracepcao)

# Pílula do dia seguinte: efeitos colaterais, quantas vezes pode tomar e mitos

Pílula do dia seguinte: efeitos colaterais, o que muda na menstruação, quantas vezes pode tomar e por que não é método de rotina. Ginecologia em Curitiba.

[Dra. Melissa Amoroso · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)

14 de agosto de 2026

5 min de leitura

Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) · 14 de agosto de 2026

![Ilustração de cartela com um comprimido, copo de água e calendário sem marcações numéricas.](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/pilula-do-dia-seguinte-efeitos-colaterais-e-quantas-vezes.jpg)

A pílula do dia seguinte é o método de contracepção de emergência mais conhecido e mais usado no Brasil. Justamente por ser tão acessível, ela acumula dúvidas e informações contraditórias: se faz mal, se bagunça a menstruação, quantas vezes pode ser tomada no ano, se perde efeito com o peso ou com outros remédios. Este texto reúne o que a Organização Mundial da Saúde, a FEBRASGO e o Ministério da Saúde dizem sobre os efeitos colaterais, a frequência de uso e os mitos mais comuns, e ajuda a reconhecer o momento de trocar a emergência por um método de rotina.

## Efeitos colaterais mais comuns

A formulação mais usada contém **levonorgestrel**, um progestagênio semelhante ao dos anticoncepcionais comuns, em quantidade única e mais concentrada. Como a exposição é pontual, os efeitos costumam ser leves e desaparecer em um ou dois dias. Os mais relatados são:

- náusea e, com menos frequência, vômito;
- dor de cabeça e sensação de cansaço;
- sensibilidade ou dor nas mamas;
- cólica ou desconforto no baixo ventre;
- tontura;
- pequeno sangramento de escape alguns dias após o uso.

Se houver vômito nas primeiras horas após o comprimido, o medicamento pode não ter sido absorvido, e o ginecologista ou o farmacêutico deve ser consultado sobre a necessidade de repetir a dose. Não há registro de efeitos graves ou duradouros, e o levonorgestrel é considerado seguro inclusive para quem está amamentando.

## O que muda na próxima menstruação

O efeito mais notado é a alteração do ciclo. Como a pílula adia a ovulação, a menstruação seguinte pode vir alguns dias antes ou depois da data esperada, geralmente com até uma semana de diferença. O fluxo também pode ficar mais intenso ou mais escasso, e algumas mulheres percebem um sangramento leve no meio do ciclo.

Essas mudanças são passageiras e o ciclo seguinte costuma voltar ao padrão habitual. O sinal que merece atenção é o **atraso superior a sete dias**: nesse caso, um teste de gravidez deve ser feito, já que a pílula não é infalível. O sangramento após o uso não confirma que a gravidez foi evitada, nem a ausência dele confirma falha; apenas o teste esclarece.

## Quantas vezes pode tomar

Esta é a pergunta mais frequente, e a resposta da OMS é direta: não existe um limite máximo de segurança. A pílula de emergência não causa dano ao organismo mesmo quando usada mais de uma vez no mesmo ciclo, e não há evidência de que prejudique a fertilidade futura. A FEBRASGO reforça que ela pode ser usada sempre que houver necessidade.

Isso, porém, não significa que ela sirva como método regular, por três razões práticas:

- a eficácia por uso é menor que a de qualquer método de rotina: ela evita cerca de 85% das gestações que ocorreriam, enquanto a pílula diária, o implante e o DIU ultrapassam 99%;
- ela protege apenas contra aquela relação específica, não contra as seguintes no mesmo ciclo;
- o uso repetido multiplica os efeitos colaterais e deixa o ciclo imprevisível, dificultando saber quando a menstruação vai descer.

Ou seja, tomar a pílula de emergência mais de uma ou duas vezes no ano é um sinal de que o método contraceptivo em uso, ou a ausência dele, precisa ser revisto.

## O que pode reduzir a eficácia

Alguns fatores diminuem a proteção e merecem atenção:

- **Tempo**: a eficácia é maior nas primeiras 24 horas e cai progressivamente até o quinto dia. Se a ovulação já aconteceu, a pílula não tem mais como agir.
- **Peso corporal**: estudos indicam que o levonorgestrel é menos eficaz em mulheres com índice de massa corporal acima de 30 ou peso acima de 70 kg. Nesses casos, o acetato de ulipristal ou o DIU de cobre são alternativas mais confiáveis.
- **Medicamentos**: remédios que aceleram o metabolismo do fígado reduzem o efeito, como a rifampicina, alguns anticonvulsivantes (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital), o efavirenz e a erva-de-são-joão. Quem usa algum deles deve conversar com o médico, que pode indicar o DIU de cobre.

## Mitos e verdades

**"A pílula do dia seguinte é abortiva."** Mito. Ela age impedindo ou adiando a ovulação e não interrompe uma gravidez já estabelecida. Se tomada por engano durante uma gestação, não há evidência de dano ao bebê.

**"Causa infertilidade."** Mito. O efeito é temporário e a fertilidade se mantém no ciclo seguinte.

**"Só funciona se tomada no dia seguinte."** Mito. Há benefício em até cinco dias, mas quanto antes for tomada, melhor.

**"Protege pelo resto do mês."** Mito. Relações posteriores no mesmo ciclo exigem outro método.

**"Engorda."** Não há evidência de ganho de peso com o uso pontual.

**"Quem amamenta não pode tomar."** Mito. O levonorgestrel é compatível com a amamentação, segundo a OMS.

**"Bagunça a menstruação por meses."** Mito. A alteração costuma se restringir ao ciclo em que a pílula foi usada.

## Quando considerar um método regular

A pílula do dia seguinte foi criada para o imprevisto: o preservativo que rompe, o esquecimento eventual, a relação sem proteção. Quando o imprevisto se repete, a melhor decisão é escolher um método de rotina que se encaixe na vida da mulher, e as opções são muitas: pílula diária, injetável, adesivo, anel vaginal, implante subdérmico, DIU de cobre ou DIU hormonal.

O método regular pode ser iniciado logo após a pílula de emergência, com preservativo nos primeiros dias, sem esperar a próxima menstruação. Na consulta ginecológica, o histórico de saúde, a rotina e os planos de gravidez orientam a escolha. Em Curitiba, a equipe da Femi Saúde acompanha esse processo da orientação sobre a emergência ao início do método definitivo, para que a pílula do dia seguinte volte a ser o que sempre deveria ser: uma exceção.

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## Sobre a autora

[Dra. Melissa Amoroso](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)Ginecologista · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292

A Dra. Melissa Amoroso é ginecologista e Diretora Técnica da Clínica Femi Saúde. Dedica-se ao cuidado da mulher em todas as fases da vida, da primeira menstruação à menopausa, com foco em medicina preventiva: consultas de rotina, preventivo do colo do útero e orientação individualizada. Em contracepção, oferece aconselhamento para a escolha do método mais adequado a cada paciente e realiza a inserção de DIU (hormonal e de cobre) e do Implanon®, além da laqueadura. É especialista em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, com fellow em videolaparoscopia e histeroscopia. Realiza histeroscopia diagnóstica e cirúrgica — para investigar e tratar sangramentos uterinos anormais, pólipos e miomas — e cirurgias por vídeo, como histerectomia e remoção de cistos de ovário e miomas, com atenção especial à endometriose. Na ginecologia regenerativa e estética íntima, cuida da saúde íntima com laser de CO2 fracionado e radiofrequência e realiza cirurgias íntimas, como a ninfoplastia a laser, sempre priorizando o bem-estar, a segurança e a confiança de suas pacientes.

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