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title: "Pólipo endometrial: é perigoso? Sintomas e retirada | Clínica Femi Saúde"
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last_updated: 2025-01-14
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  author: "Dra. Melissa Amoroso"
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[Histeroscopia](https://femisaude.com.br/blog?categoria=histeroscopia)

# Pólipo endometrial: é perigoso? Sintomas e retirada

Pólipo endometrial é perigoso? Entenda os sintomas, quando o risco é maior, como é o diagnóstico e a retirada por histeroscopia (polipectomia).

[Dra. Melissa Amoroso · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)

14 de janeiro de 2025

5 min de leitura

Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) · 14 de janeiro de 2025

![Ilustração esquemática de pólipo na cavidade uterina e equipamento de histeroscopia.](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/polipos-uterinos-histeroscopia.jpg)

O **pólipo endometrial** (também chamado de **pólipo uterino**) é um crescimento do tecido que reveste o interior do útero, o endométrio. Eles podem ser únicos ou múltiplos e variam de poucos milímetros a alguns centímetros. Na maioria das vezes são benignos, mas costumam causar sangramentos e, em algumas situações, têm relação com dificuldade para engravidar. A boa notícia é que existe um exame que permite tanto enxergar o pólipo por dentro quanto removê-lo: a **histeroscopia**. Neste artigo, explicamos o que é o pólipo endometrial, quando ele é perigoso, como é investigado e como a retirada por histeroscopia costuma acontecer.

## O que são pólipos endometriais e quem pode ter

Os pólipos endometriais surgem a partir de um crescimento localizado das glândulas e do tecido do endométrio. Eles são mais frequentes entre os **40 e 49 anos**, mas podem aparecer em qualquer fase da vida reprodutiva e também após a menopausa. Alguns fatores aumentam a chance de desenvolvê-los, entre eles:

- **Estímulo prolongado do estrogênio** sobre o endométrio
- **Sobrepeso e obesidade**
- Uso de **tamoxifeno** (medicamento usado no tratamento do câncer de mama)
- Algumas formas de **terapia hormonal** na menopausa

Vale lembrar que ter um ou mais desses fatores não significa que o pólipo vá necessariamente aparecer, e a presença de um pólipo nem sempre causa sintomas.

## Sintomas mais comuns

Muitos pólipos são descobertos por acaso, em exames de rotina, sem causar qualquer incômodo. Quando dão sintomas, os mais frequentes são relacionados ao **sangramento uterino anormal**:

- Sangramento entre as menstruações (**escape** ou *spotting*)
- Fluxo menstrual irregular, mais longo ou mais intenso
- Qualquer **sangramento após a menopausa** — que sempre merece avaliação médica
- Em alguns casos, dificuldade para engravidar

O sangramento após a menopausa merece atenção especial: embora a maioria dos pólipos seja benigna, qualquer perda de sangue nessa fase precisa ser investigada para afastar outras causas.

## Pólipo endometrial é perigoso?

Na grande maioria dos casos, **não**: o pólipo endometrial é uma lesão benigna. Existe, porém, uma pequena parcela de pólipos com alterações pré-malignas ou malignas, e esse risco não é igual para todas as mulheres. Ele é maior quando há:

- **Menopausa** — o risco é mais alto após a menopausa do que na vida reprodutiva
- **Sangramento**, principalmente o sangramento pós-menopausa
- **Pólipos maiores**, em geral acima de 1 a 1,5 cm
- Uso de **tamoxifeno**
- **Obesidade**, **diabetes** ou **hipertensão**

Em mulheres jovens, sem sintomas e com pólipos pequenos, o risco é muito baixo. É justamente essa combinação de fatores que orienta a médica a decidir entre acompanhar o pólipo ou retirá-lo — e, quando ele é retirado, a análise do material confirma a natureza da lesão.

## Como é feito o diagnóstico

Em geral, a suspeita começa em um **ultrassom transvaginal**, que pode mostrar um espessamento ou uma imagem sugestiva dentro da cavidade uterina. Para confirmar e detalhar o achado, dois exames são especialmente úteis:

- A **histerossonografia** (ultrassom com infusão de soro fisiológico), que ajuda a separar pólipos de miomas e a definir melhor o contorno da lesão
- A **histeroscopia diagnóstica**, considerada o **padrão-ouro**, porque permite enxergar o pólipo diretamente, avaliando seu tamanho, sua localização e suas características

Na histeroscopia, um aparelho fino com uma microcâmera é introduzido pelo colo do útero, sem cortes na pele, e o interior da cavidade é visualizado em tempo real. Esse mesmo exame também identifica outras alterações, como **miomas submucosos** (que crescem para dentro da cavidade) e **sinequias** (aderências, ou cicatrizes internas).

## Retirada do pólipo endometrial por histeroscopia (polipectomia)

Quando há indicação de retirada, a **histeroscopia cirúrgica** permite remover o pólipo sob visão direta — procedimento chamado de **polipectomia**. A remoção visualizada é preferível aos métodos "às cegas", como a antiga curetagem, porque é mais precisa e completa. O material retirado costuma ser enviado para **análise anatomopatológica**, que confirma a natureza benigna na grande maioria dos casos.

Nem todo pólipo precisa ser retirado de imediato. As principais indicações de tratamento incluem **sangramento anormal**, presença em mulheres na **pós-menopausa**, pólipos maiores e situações de **infertilidade ou perdas gestacionais de repetição**. Em pólipos pequenos e sem sintomas, especialmente antes da menopausa, o médico pode optar por acompanhamento, já que parte deles pode regredir espontaneamente. A decisão é sempre individual.

Sobre a anestesia, há diferentes possibilidades, conforme o caso e o serviço: desde a histeroscopia **ambulatorial** (com pouco ou nenhum desconforto, às vezes com anestésico local) até procedimentos realizados em centro cirúrgico com **sedação ou anestesia geral**. A recuperação costuma ser rápida: muitas mulheres retomam as atividades no mesmo dia ou no dia seguinte, podendo apresentar **cólicas leves** e um pequeno **sangramento ou borra** por alguns dias.

Como todo procedimento, a histeroscopia tem riscos, embora baixos. Os mais citados são dor ou desconforto, sangramento, infecção e, raramente, **perfuração uterina** (incomum, em geral abaixo de 1% nas histeroscopias diagnósticas, e um pouco mais frequente quando há retirada de pólipo ou mioma no mesmo tempo). Vale saber também que os pólipos podem **recidivar** ao longo do tempo, por isso o acompanhamento continua importante.

Se você tem notado sangramentos fora do esperado, fluxos irregulares ou recebeu o achado de um pólipo em um exame, saiba que há caminhos seguros e bem estabelecidos para investigar e tratar. O mais importante é não enfrentar isso sozinha: uma avaliação cuidadosa, em consulta, vai esclarecer suas dúvidas e definir, com tranquilidade, a melhor conduta para o seu caso.

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#pólipo endometrial #pólipo uterino #histeroscopia #polipectomia

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## Sobre a autora

[Dra. Melissa Amoroso](https://femisaude.com.br/doctors/dra-melissa-amoroso)Ginecologista · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292

A Dra. Melissa Amoroso é ginecologista e Diretora Técnica da Clínica Femi Saúde. Dedica-se ao cuidado da mulher em todas as fases da vida, da primeira menstruação à menopausa, com foco em medicina preventiva: consultas de rotina, preventivo do colo do útero e orientação individualizada. Em contracepção, oferece aconselhamento para a escolha do método mais adequado a cada paciente e realiza a inserção de DIU (hormonal e de cobre) e do Implanon®, além da laqueadura. É especialista em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, com fellow em videolaparoscopia e histeroscopia. Realiza histeroscopia diagnóstica e cirúrgica — para investigar e tratar sangramentos uterinos anormais, pólipos e miomas — e cirurgias por vídeo, como histerectomia e remoção de cistos de ovário e miomas, com atenção especial à endometriose. Na ginecologia regenerativa e estética íntima, cuida da saúde íntima com laser de CO2 fracionado e radiofrequência e realiza cirurgias íntimas, como a ninfoplastia a laser, sempre priorizando o bem-estar, a segurança e a confiança de suas pacientes.

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