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title: "Vulvovaginite: tipos, sintomas e tratamento | Femi Saúde"
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last_updated: 2026-08-10
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  author: "Dra. Vanessa Amoroso"
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Clínica Femi Saúde — Início

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[Ginecologia](https://femisaude.com.br/blog?categoria=ginecologia)

# Vulvovaginite: tipos, sintomas e tratamento

Vulvovaginite é a inflamação da vulva e da vagina. Compare os tipos — candidíase, vaginose, tricomoníase, atrófica e irritativa —, os sintomas e os tratamentos.

[Dra. Vanessa Amoroso · CRM-PR 29.243 · RQE 18.893](https://femisaude.com.br/doctors/dra-vanessa-amoroso)

10 de agosto de 2026

6 min de leitura

Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) · 10 de agosto de 2026

![Ilustração de avaliação ginecológica e investigação das diferentes causas de sintomas.](https://femisaude.com.br/images/blog/photos/vulvovaginite-o-que-e.jpg)

**Vulvovaginite** é o nome médico para a inflamação da **vulva** (a parte externa da região íntima) e da **vagina**. É uma das condições mais comuns da ginecologia — praticamente toda mulher terá pelo menos um episódio ao longo da vida. Coceira, ardência, corrimento diferente do habitual, vermelhidão e desconforto na relação são os sinais mais frequentes.

Mas "vulvovaginite" não é uma doença única: é um termo que reúne várias causas, de infecções a alergias e alterações hormonais. Cada uma tem características próprias e um tratamento diferente. Neste guia, explicamos os tipos, como diferenciá-los e quando procurar a ginecologista.

## O que é vulvovaginite

A vagina tem uma flora própria, formada principalmente por **lactobacilos**, que mantêm o ambiente levemente ácido e protegem contra micro-organismos. Quando esse equilíbrio se altera — por uma infecção, pela queda dos hormônios, por irritação ou por outros fatores —, a mucosa e a pele da vulva podem inflamar. O resultado é a vulvovaginite.

Os sintomas mais comuns são:

- **Coceira** e ardência na vulva e na vagina
- **Corrimento** com cor, cheiro ou consistência diferentes do habitual
- **Vermelhidão** e inchaço
- **Ardência ao urinar**, principalmente quando a urina toca a pele irritada
- **Dor ou desconforto na relação sexual**

## Tipos de vulvovaginite

### Infecciosas

- **Candidíase**: causada por fungos (principalmente *Candida albicans*). É a principal causa de coceira intensa, com corrimento branco e grumoso. Não é considerada uma infecção sexualmente transmissível. Saiba mais em [candidíase: sintomas, causas e tratamento](https://femisaude.com.br/blog/candidiase-sintomas-causas-e-tratamento).
- **Tricomoníase**: infecção sexualmente transmissível causada por um protozoário, com corrimento amarelo-esverdeado, às vezes espumoso, cheiro forte e muita irritação. Exige tratamento da parceria.

### Vaginose bacteriana: um caso à parte

A **vaginose bacteriana** é uma das causas mais comuns de corrimento, mas, tecnicamente, é um **desequilíbrio** das bactérias da vagina, com pouca inflamação — por isso o nome "vaginose", e não "vaginite". O sintoma principal é o corrimento acinzentado com **cheiro de peixe**, que piora após a relação. Ela faz parte do diagnóstico diferencial de toda vulvovaginite. Veja [vaginose bacteriana: sintomas e tratamento](https://femisaude.com.br/blog/vaginose-bacteriana-sintomas-e-tratamento).

### Atrófica

Na **menopausa** e em outras situações de baixo estrogênio (como a amamentação), a mucosa fica mais fina, seca e sensível, o que pode causar ardência, coceira, pequeno corrimento e dor na relação. Saiba mais em [atrofia vaginal na menopausa](https://femisaude.com.br/blog/atrofia-vaginal-sindrome-geniturinaria-da-menopausa).

### Irritativa ou alérgica (dermatite de contato)

É causada por produtos que entram em contato com a região: sabonetes perfumados, duchas, lenços umedecidos, absorventes com perfume, lubrificantes, espermicidas, amaciantes e até alguns medicamentos tópicos. Provoca vermelhidão, ardência e coceira, geralmente sem corrimento importante. Veja o que usar em [sabonete íntimo, pH vaginal e odor](https://femisaude.com.br/blog/sabonete-intimo-ph-vaginal-e-odor).

### Em crianças

Nas meninas antes da puberdade, a pele da região é fina e sem a proteção do estrogênio. As causas mais comuns são **higiene inadequada** (como limpar de trás para frente), **irritação** por sabonetes e roupas, **verminose por oxiúros** (que causa coceira anal e vulvar, principalmente à noite) e, mais raramente, **corpo estranho** na vagina. Corrimento persistente ou com sangue em crianças deve sempre ser avaliado.

## Como diferenciar os principais tipos

| Tipo | Corrimento | Cheiro | Coceira | Principais pistas |
| --- | --- | --- | --- | --- |
| Candidíase | Branco, grumoso, "leite coalhado" | Geralmente sem cheiro forte | Intensa | Vermelhidão, inchaço; piora após antibióticos |
| Vaginose bacteriana | Fino, branco-acinzentado | Forte, de peixe | Leve ou ausente | Odor piora após a relação e na menstruação |
| Tricomoníase | Amarelo-esverdeado, às vezes espumoso | Forte | Moderada a intensa | IST; ardência ao urinar; parceria afetada |
| Atrófica | Pouco, às vezes amarelado | Geralmente sem cheiro | Leve a moderada | Menopausa ou amamentação; ressecamento e dor na relação |
| Irritativa | Pouco ou nenhum | Sem cheiro | Variável, com ardência | Produto novo, depilação ou higiene excessiva |

Essa tabela ajuda a entender as diferenças, mas **não substitui a consulta**: os sintomas se sobrepõem, e é comum haver mais de uma causa ao mesmo tempo. Para as cores de corrimento, veja também [corrimento branco](https://femisaude.com.br/blog/corrimento-branco-o-que-pode-ser) e [corrimento amarelo](https://femisaude.com.br/blog/corrimento-amarelo-o-que-pode-ser).

## Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é feito em consulta, com:

- **Conversa** sobre os sintomas, hábitos, produtos usados, vida sexual e uso de medicamentos
- **Exame ginecológico**, avaliando a vulva, a vagina e o colo do útero
- **Medida do pH vaginal**, que ajuda a diferenciar as causas
- **Análise da secreção** ao microscópio e, quando necessário, culturas ou testes para ISTs

Quando a coceira vem sem corrimento e com alterações na pele, a médica também investiga doenças de pele da vulva. Veja mais em [coceira vaginal: causas e quando procurar a ginecologista](https://femisaude.com.br/blog/coceira-vaginal-causas).

## Tratamento

O tratamento depende da causa:

- **Candidíase**: antifúngicos em creme vaginal ou por via oral
- **Vaginose bacteriana**: antibióticos por via oral ou vaginal
- **Tricomoníase**: antibiótico para a paciente **e para a parceria**, com abstinência sexual até o fim do tratamento
- **Atrófica**: hidratantes vaginais, lubrificantes e, quando indicado, estrogênio vaginal em baixa dose
- **Irritativa**: suspensão do produto causador, cuidados com a pele e, às vezes, pomadas para aliviar a inflamação

Por isso a **automedicação** é tão arriscada: tratar fungo quando o problema é bactéria (ou alergia) não resolve, mascara os sintomas e atrasa o diagnóstico certo.

## Quando a parceria precisa de tratamento

- **Tricomoníase** e outras ISTs: **sim**, sempre
- **Candidíase** e **vaginose bacteriana**: em geral, **não** é necessário tratar a parceria de rotina; a conduta pode mudar em situações específicas avaliadas pela médica

## Vulvovaginite de repetição

Episódios frequentes merecem uma investigação mais cuidadosa. Algumas causas de repetição são diagnósticos incompletos, uso repetido de antibióticos, diabetes, hábitos de higiene que irritam a região e alterações hormonais. Em casos de candidíase ou vaginose recorrente, existem esquemas de tratamento prolongado e de prevenção, definidos em consulta.

## Como prevenir

- Lavar apenas a **parte externa** da região, com água ou sabonete suave
- **Evitar duchas vaginais** e produtos perfumados
- Usar **calcinhas de algodão** e trocar roupas de banho ou de treino úmidas
- Usar **preservativo** nas relações
- Manter o **diabetes controlado**, quando houver
- Não usar antibióticos sem indicação médica

## Quando procurar a ginecologista

Procure avaliação se os sintomas não melhorarem em poucos dias, se o corrimento tiver cheiro forte ou cor amarelada ou esverdeada, se houver feridas, dor pélvica, febre ou sangramento, se você estiver grávida ou se os episódios se repetirem.

A vulvovaginite é comum, tem tratamento e não é motivo de vergonha. Com uma avaliação cuidadosa, é possível identificar a causa certa e tratar de forma eficaz — e, quando necessário, construir um plano para evitar que o problema volte.

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Tags:

#vulvovaginite #candidíase #vaginose #tricomoníase

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## Sobre a autora

[Dra. Vanessa Amoroso](https://femisaude.com.br/doctors/dra-vanessa-amoroso)Ginecologista e Mastologista · CRM-PR 29.243 · RQE 18.893

A Dra. Vanessa Amoroso é ginecologista e mastologista e Diretora Médica da Clínica Femi Saúde. Sua abordagem é completa e acolhedora: acompanha a saúde da mulher com consultas de rotina, exames preventivos e aconselhamento sobre métodos anticoncepcionais, como DIU e implantes. É especialista em estética íntima e ginecologia regenerativa, que utiliza tecnologias modernas para restaurar e revitalizar a saúde vaginal. Realiza tratamentos com laser e radiofrequência e cirurgias íntimas que devolvem conforto e autoestima, e trata a incontinência urinária de forma eficaz e minimamente invasiva. Na ginecologia endócrina, oferece suporte para questões hormonais, como menopausa e síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP), e acompanha questões de sexualidade, ajudando a melhorar a qualidade de vida em todas as fases. Na mastologia, dedica-se à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de condições como nódulos, cistos e dores mamárias, incluindo cirurgias de reconstrução mamária — sempre com o objetivo de devolver às pacientes não apenas a saúde, mas também a confiança e o bem-estar.

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