Como se preparar para uma histeroscopia
Saiba como se preparar para a histeroscopia: melhor fase do ciclo, jejum, medicações e orientações antes do exame.

A histeroscopia é um exame que permite à ginecologista olhar diretamente o interior do útero por meio de um aparelho fino com uma microcâmera, o histeroscópio. Um bom preparo torna o procedimento mais tranquilo, seguro e confortável. As orientações exatas sempre são individualizadas pela sua médica, mas conhecer os pontos gerais ajuda a chegar com mais segurança e menos ansiedade no dia.
Para que serve a histeroscopia
A histeroscopia pode ser diagnóstica, quando o objetivo é apenas visualizar a cavidade uterina, ou cirúrgica (operatória), quando, na mesma sessão ou em um segundo tempo, já se trata uma alteração encontrada. Entre as indicações mais comuns estão:
- Sangramento uterino anormal, incluindo o sangramento após a menopausa
- Pólipos endometriais (que podem ser removidos por polipectomia)
- Miomas submucosos, retirados pela chamada miomectomia histeroscópica
- Sinéquias (aderências ou cicatrizes dentro do útero)
- Investigação de infertilidade e perdas gestacionais de repetição
- Avaliação de septo uterino ou localização de um DIU
Saber o motivo do seu exame ajuda a entender o tipo de preparo que a médica vai recomendar.
A melhor fase do ciclo
Em mulheres que ainda menstruam e têm ciclos regulares, o exame costuma ser melhor agendado logo após o fim da menstruação, na chamada fase folicular (ou proliferativa), na primeira semana após cessar o sangramento. Nesse período o endométrio (revestimento interno do útero) está mais fino, o que facilita a visualização e reduz o risco de interpretar erroneamente uma dobra do endométrio espessado como um pólipo. Em ciclos irregulares ou após a menopausa, o agendamento é mais flexível. Idealmente o exame não é realizado durante o sangramento intenso, pois o sangue pode prejudicar a visão.
Cuidados antes do exame
Alguns cuidados ajudam a deixar tudo pronto:
- Não estar grávida — a gravidez é uma contraindicação, por isso afasta-se essa possibilidade antes do exame (com teste quando necessário)
- Informar todas as medicações em uso e alergias, incluindo anticoagulantes, que às vezes precisam ser ajustados
- Comunicar histórico de infecção pélvica ativa ou outras condições, já que isso pode adiar o procedimento
- Seguir as orientações de jejum quando estiver previsto algum tipo de anestesia ou sedação
Conforme a evidência atual (ACOG), não há indicação de preparar a cérvice (medicação para "amolecer" o colo) de forma rotineira; isso fica reservado a casos selecionados, com maior risco de dificuldade de passagem ou de dor.
Anestesia e alívio da dor
O tipo de anestesia varia conforme o objetivo do exame e o seu conforto. A histeroscopia diagnóstica pode ser feita sem anestesia ou com anestesia local, muitas vezes em consultório (ambulatorial). Em procedimentos cirúrgicos ou quando há maior sensibilidade, pode-se optar por sedação, anestesia regional ou geral, geralmente em ambiente hospitalar. Em alguns casos, um analgésico simples (como ibuprofeno ou paracetamol) tomado cerca de uma hora antes pode ajudar com as cólicas — sempre confirme com sua médica se isso se aplica a você.
No dia do procedimento
Vá acompanhada se houver sedação ou anestesia, pois você não deve dirigir depois. Use roupas confortáveis e chegue com antecedência para preencher os formulários com calma. O exame em si costuma ser rápido: a histeroscopia diagnóstica geralmente leva poucos minutos, enquanto os procedimentos cirúrgicos podem durar mais. Aproveite a consulta de agendamento para perguntar tudo o que precisar; entender cada etapa reduz a ansiedade.
Recuperação e sinais de alerta
A recuperação costuma ser tranquila e, na maioria das vezes, no mesmo dia. É comum sentir cólicas leves, semelhantes às menstruais, e ter um pequeno sangramento ou borra por alguns dias, em geral até cerca de uma semana. Recomenda-se evitar relações sexuais, absorventes internos e duchas vaginais até o sangramento parar, conforme a orientação da sua médica. As complicações são raras (menos de 1% dos casos, mais comuns nas histeroscopias cirúrgicas do que nas diagnósticas), mas vale ficar atenta e procurar atendimento se houver febre, dor intensa que não melhora com analgésico, sangramento abundante ou corrimento com odor.
A histeroscopia é um exame seguro e muito útil para cuidar da saúde uterina, e cada etapa pode ser explicada com calma. Converse com sua ginecologista, tire suas dúvidas e siga as orientações personalizadas: assim você chega ao exame mais confiante e bem preparada.
Quer saber mais sobre Histeroscopia? Conheça o tratamento de Histeroscopia na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.
Tags:





