Ultrassom na gestação: quais exames são feitos em cada fase
Conheça os ultrassons da gestação: obstétrico inicial, morfológico de primeiro e segundo trimestre e exames do terceiro trimestre. Clínica em Curitiba.

Ao longo da gestação, o ultrassom acompanha o desenvolvimento do bebê e ajuda o pré-natal a tomar decisões em cada etapa. Cada exame tem um objetivo próprio, e o momento em que é feito faz diferença para o que ele consegue avaliar. Conhecer essa sequência ajuda a gestante a entender por que os exames são pedidos em determinadas semanas e o que esperar de cada um. O número e a periodicidade dos ultrassons variam conforme a avaliação do médico que acompanha o pré-natal.
Ultrassom obstétrico inicial (primeiro trimestre)
Costuma ser realizado por via transvaginal, em geral entre a sexta e a décima semana. Nessa fase, o exame serve para:
- confirmar que a gestação está dentro do útero;
- identificar o número de embriões e, em gestações múltiplas, o tipo de placenta e de bolsa;
- verificar os batimentos cardíacos embrionários;
- estimar a idade gestacional pela medida do embrião, o que ajuda a calcular a data provável do parto.
É comum que, em gestações muito iniciais, o embrião ainda não seja visível ou os batimentos ainda não estejam presentes. Nessas situações, o médico pode pedir a repetição do exame em uma a duas semanas, o que não significa, por si só, que algo esteja errado.
Morfológico de primeiro trimestre (11 a 14 semanas)
Este é um exame de rastreamento, realizado em uma janela específica, geralmente entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias. Nele, o examinador mede a translucência nucal, uma pequena camada de líquido na nuca do bebê, e observa outros marcadores, como o osso nasal e o fluxo em determinados vasos. Esses dados, combinados com a idade materna e, quando indicado, com exames de sangue, permitem estimar o risco de algumas alterações cromossômicas.
O exame também faz uma primeira avaliação da anatomia do bebê, que já permite identificar algumas alterações estruturais maiores, e pode incluir a avaliação do fluxo das artérias uterinas, usada na estimativa do risco de pré-eclâmpsia. Vale lembrar que se trata de um cálculo de risco, não de um diagnóstico: um resultado de risco aumentado indica a necessidade de exames complementares, e um risco baixo não elimina completamente a possibilidade de alterações.
Morfológico de segundo trimestre (20 a 24 semanas)
É o exame mais detalhado da anatomia fetal. Nessa fase, o bebê já tem tamanho suficiente para que os órgãos sejam avaliados um a um, e o líquido amniótico permite boa visualização. O exame costuma incluir:
- cérebro, face, coluna e parede abdominal;
- coração, com a análise das câmaras e dos grandes vasos;
- rins, bexiga, estômago e membros;
- placenta (posição e aspecto), cordão umbilical e volume de líquido amniótico;
- medidas de crescimento do bebê.
Quando indicado, o exame é complementado pela medida do colo do útero por via transvaginal, que ajuda a estimar o risco de parto prematuro, e pelo Doppler das artérias uterinas. O sexo do bebê geralmente pode ser observado nessa etapa, embora isso dependa da posição fetal e não seja o objetivo do exame.
Nenhum ultrassom identifica todas as alterações possíveis. A capacidade de visualização depende da posição do bebê, da quantidade de líquido, das características do abdome materno e do tipo de alteração. Por isso, um morfológico normal é uma informação tranquilizadora, mas não uma garantia absoluta.
Ultrassom obstétrico do terceiro trimestre
A partir das 28 semanas, os ultrassons passam a se concentrar no crescimento e no bem-estar do bebê. Conforme a indicação do pré-natal, podem ser feitos um ou mais exames que avaliam:
- as medidas do bebê e o peso estimado, comparados com a idade gestacional;
- o volume de líquido amniótico;
- a posição da placenta e a apresentação do bebê (cefálica, pélvica ou outra);
- o Doppler do cordão umbilical e de outros vasos, quando há indicação, para avaliar a circulação entre placenta e bebê.
Em gestações com condições específicas, como hipertensão, diabetes ou alteração do crescimento fetal, a frequência desses exames pode ser maior. Em algumas situações, o médico também pode solicitar um ecocardiograma fetal, exame dedicado ao coração do bebê, geralmente entre 24 e 28 semanas.
Ultrassom 3D e 4D: para que servem
As imagens tridimensionais e em tempo real ajudam a mostrar o rosto do bebê e são uma lembrança valiosa para muitas famílias. Do ponto de vista médico, elas complementam a avaliação em situações específicas, como alterações de face ou de membros, mas não substituem o morfológico convencional, que continua sendo o exame de referência para a anatomia.
Preparo e cuidados práticos
O ultrassom obstétrico não utiliza radiação e é considerado seguro quando realizado com indicação médica. Algumas orientações simples tornam o exame mais tranquilo:
- levar a solicitação médica e a carteirinha do pré-natal com os exames anteriores;
- no primeiro trimestre, por via abdominal, pode ser solicitada bexiga cheia; por via transvaginal, bexiga vazia;
- nos exames seguintes, não há preparo específico;
- em alguns serviços, a avaliação do colo do útero é feita por via transvaginal, e a gestante é avisada com antecedência.
O laudo descreve medidas, percentis e observações, e pode conter siglas e números difíceis de ler sem contexto. A interpretação cabe ao médico que acompanha o pré-natal, que analisa cada resultado dentro da evolução da gestação e define os próximos passos.
Na Clínica Femi Saúde, em Curitiba, os ultrassons da gestação são realizados em conjunto com o acompanhamento pré-natal, respeitando as janelas de cada exame. Entender a função de cada etapa ajuda a gestante a viver esse período com mais informação e menos ansiedade.
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