Ultrassom transvaginal: o que avalia, como é feito e preparo

Entenda o que o ultrassom transvaginal avalia, como o exame é feito, qual é o preparo e quando ele costuma ser indicado. Clínica em Curitiba.

4 min de leitura
Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) ·
Médica apresenta o transdutor de ultrassom transvaginal a uma paciente durante a orientação antes do exame.

O ultrassom transvaginal é um dos exames de imagem mais solicitados na rotina ginecológica. Ele permite observar o útero, o endométrio e os ovários de perto e com detalhe, sem radiação e em poucos minutos. Ainda assim, muitas mulheres chegam ao exame com dúvidas sobre o que ele avalia, se dói, como se preparar e em que momento do ciclo é melhor fazê-lo. Este texto reúne as informações básicas para que você saiba o que esperar.

O que o ultrassom transvaginal avalia

Como o transdutor fica próximo aos órgãos pélvicos, a imagem costuma ser mais nítida do que a obtida pela via abdominal. O exame permite avaliar:

  • Útero: tamanho, posição, contorno e características do miométrio (a camada muscular), incluindo a presença de miomas ou de sinais sugestivos de adenomiose.
  • Endométrio: espessura e aspecto da camada interna do útero, que mudam ao longo do ciclo menstrual e após a menopausa.
  • Ovários: volume, número de folículos, cistos e outras alterações de estrutura.
  • Colo do útero e região ao redor: presença de líquido livre na pelve, posição do DIU, entre outros achados.

As trompas, em condições normais, não costumam ser visíveis ao ultrassom; elas aparecem apenas quando estão dilatadas ou alteradas. Quando indicado, o exame pode ser complementado com Doppler, que avalia o fluxo sanguíneo de determinadas estruturas.

Como o exame é feito

O exame é realizado com a paciente deitada em posição ginecológica, de forma semelhante ao exame clínico de rotina. O transdutor, um aparelho fino e alongado, é revestido com um protetor descartável e gel e introduzido delicadamente na vagina. Durante alguns minutos, o médico movimenta suavemente o transdutor para captar imagens em diferentes ângulos.

A maioria das mulheres relata apenas uma sensação de pressão, sem dor. Em situações de sensibilidade aumentada, como em quadros de dor pélvica, inflamação ou vaginismo, o desconforto pode ser maior, e vale avisar a equipe antes do início. O exame costuma durar entre 10 e 20 minutos, e a paciente pode retomar suas atividades logo em seguida.

Mulheres que nunca tiveram relação sexual, em geral, não realizam a via transvaginal. Nesses casos, o ultrassom pélvico pela via abdominal é a alternativa habitual, e o médico solicitante define o caminho mais adequado.

Preparo: o que fazer antes do exame

Diferentemente do ultrassom pélvico por via abdominal, que exige bexiga cheia, o transvaginal costuma ser feito com a bexiga vazia, o que torna o exame mais confortável. Algumas orientações práticas:

  • Urinar pouco antes do exame, salvo orientação diferente do serviço.
  • Não há necessidade de jejum na maioria dos casos.
  • Levar exames anteriores e a solicitação médica, que informa o motivo do pedido.
  • Informar a data da última menstruação e o uso de anticoncepcionais, DIU ou reposição hormonal.

Quando o exame inclui a avaliação de endometriose profunda, pode haver um preparo intestinal específico, com dieta e laxante no dia anterior. Nesses casos, o serviço informa as orientações com antecedência.

Em que fase do ciclo fazer

Não existe um único momento ideal: depende do objetivo do exame. Para avaliar o endométrio, por exemplo, o período logo após o término da menstruação costuma ser preferido, porque a camada está mais fina e eventuais pólipos ficam mais evidentes. Para acompanhar a ovulação, o exame é repetido em dias determinados do ciclo. Em situações de sangramento ou dor, o exame pode ser feito em qualquer fase, inclusive durante a menstruação, se o médico considerar necessário. Na dúvida, siga a orientação de quem solicitou o exame.

Quando o ultrassom transvaginal costuma ser indicado

O exame pode fazer parte do acompanhamento ginecológico de rotina ou ser solicitado para investigar sintomas e situações específicas, como:

  • sangramento uterino anormal, fluxo intenso ou menstruação irregular;
  • dor pélvica, cólicas fortes ou dor durante a relação;
  • suspeita de cistos ovarianos, miomas, pólipos ou endometriose;
  • verificação da posição do DIU;
  • investigação de dificuldade para engravidar e acompanhamento da ovulação;
  • confirmação e datação de uma gestação inicial;
  • acompanhamento de achados vistos em exames anteriores.

O que o laudo significa

O laudo descreve as medidas e as características observadas, e pode citar termos técnicos que soam alarmantes, como "cisto", "espessamento" ou "imagem nodular". Muitos desses achados são benignos ou fisiológicos: um cisto funcional, por exemplo, faz parte do ciclo normal e tende a desaparecer sozinho. Por isso, o resultado deve ser interpretado pelo médico que solicitou o exame, que reúne o laudo com a história clínica, o exame físico e outros resultados. Só assim é possível definir se algo precisa de acompanhamento, de exames complementares ou de tratamento.

Na Femi Saúde, em Curitiba, o ultrassom transvaginal é realizado como parte do cuidado ginecológico, com atenção ao conforto e à privacidade de cada paciente. Conhecer o exame antes de fazê-lo ajuda a chegar mais tranquila e a aproveitar melhor a conversa com o médico sobre o resultado.

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Dra. Jéssica Peralta

Sobre a autora

Dra. Jéssica PeraltaRadiologista · CRM-PR 35.558 · RQE 29.178

A Dra. Jéssica Peralta é médica radiologista, com formação em Radiologia e Diagnóstico por Imagem e especialização em Ultrassonografia Dermatológica. Atua na realização de exames de ultrassonografia e Doppler de diferentes regiões do corpo, incluindo cabeça e pescoço, mamas, abdômen, pelve, articulações e sistema vascular. Possui atuação especializada em Ultrassonografia Dermatológica, realizando avaliação de lesões cutâneas e subcutâneas, mapeamentos pré-procedimento e acompanhamento de alterações relacionadas a procedimentos estéticos. Também realiza protocolos específicos para lipedema e hidradenite supurativa.

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