Ultrassom transvaginal: o que avalia, como é feito e preparo
Entenda o que o ultrassom transvaginal avalia, como o exame é feito, qual é o preparo e quando ele costuma ser indicado. Clínica em Curitiba.

O ultrassom transvaginal é um dos exames de imagem mais solicitados na rotina ginecológica. Ele permite observar o útero, o endométrio e os ovários de perto e com detalhe, sem radiação e em poucos minutos. Ainda assim, muitas mulheres chegam ao exame com dúvidas sobre o que ele avalia, se dói, como se preparar e em que momento do ciclo é melhor fazê-lo. Este texto reúne as informações básicas para que você saiba o que esperar.
O que o ultrassom transvaginal avalia
Como o transdutor fica próximo aos órgãos pélvicos, a imagem costuma ser mais nítida do que a obtida pela via abdominal. O exame permite avaliar:
- Útero: tamanho, posição, contorno e características do miométrio (a camada muscular), incluindo a presença de miomas ou de sinais sugestivos de adenomiose.
- Endométrio: espessura e aspecto da camada interna do útero, que mudam ao longo do ciclo menstrual e após a menopausa.
- Ovários: volume, número de folículos, cistos e outras alterações de estrutura.
- Colo do útero e região ao redor: presença de líquido livre na pelve, posição do DIU, entre outros achados.
As trompas, em condições normais, não costumam ser visíveis ao ultrassom; elas aparecem apenas quando estão dilatadas ou alteradas. Quando indicado, o exame pode ser complementado com Doppler, que avalia o fluxo sanguíneo de determinadas estruturas.
Como o exame é feito
O exame é realizado com a paciente deitada em posição ginecológica, de forma semelhante ao exame clínico de rotina. O transdutor, um aparelho fino e alongado, é revestido com um protetor descartável e gel e introduzido delicadamente na vagina. Durante alguns minutos, o médico movimenta suavemente o transdutor para captar imagens em diferentes ângulos.
A maioria das mulheres relata apenas uma sensação de pressão, sem dor. Em situações de sensibilidade aumentada, como em quadros de dor pélvica, inflamação ou vaginismo, o desconforto pode ser maior, e vale avisar a equipe antes do início. O exame costuma durar entre 10 e 20 minutos, e a paciente pode retomar suas atividades logo em seguida.
Mulheres que nunca tiveram relação sexual, em geral, não realizam a via transvaginal. Nesses casos, o ultrassom pélvico pela via abdominal é a alternativa habitual, e o médico solicitante define o caminho mais adequado.
Preparo: o que fazer antes do exame
Diferentemente do ultrassom pélvico por via abdominal, que exige bexiga cheia, o transvaginal costuma ser feito com a bexiga vazia, o que torna o exame mais confortável. Algumas orientações práticas:
- Urinar pouco antes do exame, salvo orientação diferente do serviço.
- Não há necessidade de jejum na maioria dos casos.
- Levar exames anteriores e a solicitação médica, que informa o motivo do pedido.
- Informar a data da última menstruação e o uso de anticoncepcionais, DIU ou reposição hormonal.
Quando o exame inclui a avaliação de endometriose profunda, pode haver um preparo intestinal específico, com dieta e laxante no dia anterior. Nesses casos, o serviço informa as orientações com antecedência.
Em que fase do ciclo fazer
Não existe um único momento ideal: depende do objetivo do exame. Para avaliar o endométrio, por exemplo, o período logo após o término da menstruação costuma ser preferido, porque a camada está mais fina e eventuais pólipos ficam mais evidentes. Para acompanhar a ovulação, o exame é repetido em dias determinados do ciclo. Em situações de sangramento ou dor, o exame pode ser feito em qualquer fase, inclusive durante a menstruação, se o médico considerar necessário. Na dúvida, siga a orientação de quem solicitou o exame.
Quando o ultrassom transvaginal costuma ser indicado
O exame pode fazer parte do acompanhamento ginecológico de rotina ou ser solicitado para investigar sintomas e situações específicas, como:
- sangramento uterino anormal, fluxo intenso ou menstruação irregular;
- dor pélvica, cólicas fortes ou dor durante a relação;
- suspeita de cistos ovarianos, miomas, pólipos ou endometriose;
- verificação da posição do DIU;
- investigação de dificuldade para engravidar e acompanhamento da ovulação;
- confirmação e datação de uma gestação inicial;
- acompanhamento de achados vistos em exames anteriores.
O que o laudo significa
O laudo descreve as medidas e as características observadas, e pode citar termos técnicos que soam alarmantes, como "cisto", "espessamento" ou "imagem nodular". Muitos desses achados são benignos ou fisiológicos: um cisto funcional, por exemplo, faz parte do ciclo normal e tende a desaparecer sozinho. Por isso, o resultado deve ser interpretado pelo médico que solicitou o exame, que reúne o laudo com a história clínica, o exame físico e outros resultados. Só assim é possível definir se algo precisa de acompanhamento, de exames complementares ou de tratamento.
Na Femi Saúde, em Curitiba, o ultrassom transvaginal é realizado como parte do cuidado ginecológico, com atenção ao conforto e à privacidade de cada paciente. Conhecer o exame antes de fazê-lo ajuda a chegar mais tranquila e a aproveitar melhor a conversa com o médico sobre o resultado.
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