HPV tem cura? Entenda o que o organismo faz

HPV tem cura? Saiba como o organismo costuma eliminar o vírus, o tratamento das lesões, a relação com o câncer de colo do útero e como se prevenir.

2 min de leitura
Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) ·
Mulher sorridente e relaxada ao ar livre, apoiada em uma árvore em um parque ensolarado, transmitindo bem-estar e saúde

Quem recebe o diagnóstico de infecção pelo papilomavírus humano costuma ter uma dúvida imediata: HPV tem cura? Não existe, até hoje, um medicamento que elimine o vírus do corpo. Ainda assim, há uma notícia tranquilizadora: na maioria das vezes, o próprio organismo controla a infecção, que tende a ser passageira. E, quando o HPV provoca lesões, elas podem ser tratadas.

O organismo elimina o vírus sozinho?

A infecção pelo HPV é muito frequente, mas costuma ser transitória. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), na maioria dos casos ela regride de forma espontânea, à medida que o sistema imunológico controla o vírus. Apenas uma parcela menor das infecções persiste, e é nesse grupo que mora a atenção, pois é a persistência que pode levar a lesões.

Tratamento das lesões e relação com o câncer

Como não há remédio que elimine o vírus, o tratamento se concentra nas lesões. As verrugas genitais e as lesões precursoras no colo do útero podem ser tratadas, e essas lesões precursoras são curáveis na maioria dos casos. Tratá-las cedo é o que evita a evolução, ao longo de muitos anos, para o câncer de colo do útero.

Como se prevenir

A prevenção combina vacinação e exames de rotina. O exame preventivo (Papanicolaou) identifica alterações nas células, e o teste de DNA-HPV detecta o próprio vírus de alto risco — método que o SUS está adotando como rastreamento primário. Ambos ajudam a agir cedo, quando o tratamento é mais simples.

  • Vacine-se: o SUS oferece a vacina quadrivalente em dose única dos 9 aos 14 anos, contra os tipos 6 e 11 (verrugas) e 16 e 18 (câncer)
  • Mantenha o exame preventivo em dia, mesmo sem sintomas
  • Use preservativo, que reduz (mas não elimina) o risco de transmissão
  • Não interrompa o acompanhamento após tratar uma lesão, pois ela pode reaparecer

Quando procurar avaliação

Se você recebeu um resultado alterado, notou verrugas ou está com exames atrasados, vale conversar com um ginecologista. A avaliação individual define a melhor conduta para o seu caso e dá tranquilidade para acompanhar a infecção com segurança.

Precisa de avaliação? Conheça a especialidade de Ginecologia na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.

Tags:

#hpv #ginecologia #câncer de colo do útero #prevenção
Dra. Vanessa Amoroso

Sobre a autora

Dra. Vanessa AmorosoGinecologista e Mastologista · CRM-PR 29.243 · RQE 18.893

A Dra. Vanessa Amoroso é ginecologista e mastologista e Diretora Médica da Clínica Femi Saúde. Sua abordagem é completa e acolhedora: acompanha a saúde da mulher com consultas de rotina, exames preventivos e aconselhamento sobre métodos anticoncepcionais, como DIU e implantes. É especialista em estética íntima e ginecologia regenerativa, que utiliza tecnologias modernas para restaurar e revitalizar a saúde vaginal. Realiza tratamentos com laser e radiofrequência e cirurgias íntimas que devolvem conforto e autoestima, e trata a incontinência urinária de forma eficaz e minimamente invasiva. Na ginecologia endócrina, oferece suporte para questões hormonais, como menopausa e síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP), e acompanha questões de sexualidade, ajudando a melhorar a qualidade de vida em todas as fases. Na mastologia, dedica-se à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de condições como nódulos, cistos e dores mamárias, incluindo cirurgias de reconstrução mamária — sempre com o objetivo de devolver às pacientes não apenas a saúde, mas também a confiança e o bem-estar.

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