Ovário policístico e SOMP (antiga SOP): sintomas, diagnóstico e tratamento
Entenda o que é ovário policístico, a diferença para a SOMP (a antiga SOP, hoje síndrome ovariana metabólica poliendócrina), sintomas, diagnóstico e tratamento.

Ouvir que tem ovário policístico em um ultrassom costuma gerar preocupação, mas esse achado nem sempre significa uma doença. É importante separar duas coisas: a imagem de muitos folículos nos ovários e a síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP), o distúrbio hormonal que até 2026 se chamava síndrome dos ovários policísticos (SOP). Segundo a Organização Mundial da Saúde, a SOMP afeta de 10% a 13% das mulheres em idade reprodutiva, e muitas ainda não têm diagnóstico.
Ovário policístico não é o mesmo que SOMP
O ovário de aparência policística no ultrassom é apenas um dos critérios e pode aparecer em mulheres sem qualquer problema de saúde. Já a SOMP é uma síndrome: combina alterações hormonais, do ciclo menstrual e, muitas vezes, resistência à insulina. Por isso o exame de imagem sozinho não fecha o diagnóstico.
Por que o nome mudou de SOP para SOMP
Em maio de 2026, um consenso internacional publicado na revista The Lancet, com a participação de 56 organizações científicas e de pacientes, propôs o novo nome: síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP). A mudança deixa claro que a condição envolve alterações hormonais e metabólicas, e não apenas os ovários, e evita a ideia equivocada de que existem cistos a serem operados. A adoção é gradual, então você ainda vai encontrar a sigla SOP em exames, laudos e materiais mais antigos.
Sintomas que merecem atenção
- Menstruação irregular, muito espaçada ou ausente
- Excesso de pelos no rosto e no corpo (hirsutismo)
- Acne persistente e pele mais oleosa
- Dificuldade para engravidar
- Ganho de peso associado à resistência à insulina
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico segue os critérios de Rotterdam: pelo menos dois entre três achados — ciclos irregulares (oligo ou anovulação), sinais de excesso de hormônios androgênios (clínicos ou laboratoriais) e ovários com aspecto policístico no ultrassom. Outras causas precisam ser descartadas antes.
Tratamento e quando procurar ajuda
Não há cura única, mas o controle é possível. A mudança de estilo de vida, com alimentação equilibrada e atividade física, é parte central do tratamento, sobretudo pela ligação com a resistência à insulina; o cuidado é individualizado. Se você notou ciclos irregulares ou outros sinais, agende uma avaliação ginecológica.
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