Ovário policístico e SOMP (antiga SOP): sintomas, diagnóstico e tratamento

Entenda o que é ovário policístico, a diferença para a SOMP (a antiga SOP, hoje síndrome ovariana metabólica poliendócrina), sintomas, diagnóstico e tratamento.

2 min de leitura
Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) ·
Mulher preparando refeição saudável, cortando tomates frescos sobre uma tábua de madeira em uma cozinha iluminada, representando alimentação e estilo de vida no manejo do ovário policístico

Ouvir que tem ovário policístico em um ultrassom costuma gerar preocupação, mas esse achado nem sempre significa uma doença. É importante separar duas coisas: a imagem de muitos folículos nos ovários e a síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP), o distúrbio hormonal que até 2026 se chamava síndrome dos ovários policísticos (SOP). Segundo a Organização Mundial da Saúde, a SOMP afeta de 10% a 13% das mulheres em idade reprodutiva, e muitas ainda não têm diagnóstico.

Ovário policístico não é o mesmo que SOMP

O ovário de aparência policística no ultrassom é apenas um dos critérios e pode aparecer em mulheres sem qualquer problema de saúde. Já a SOMP é uma síndrome: combina alterações hormonais, do ciclo menstrual e, muitas vezes, resistência à insulina. Por isso o exame de imagem sozinho não fecha o diagnóstico.

Por que o nome mudou de SOP para SOMP

Em maio de 2026, um consenso internacional publicado na revista The Lancet, com a participação de 56 organizações científicas e de pacientes, propôs o novo nome: síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP). A mudança deixa claro que a condição envolve alterações hormonais e metabólicas, e não apenas os ovários, e evita a ideia equivocada de que existem cistos a serem operados. A adoção é gradual, então você ainda vai encontrar a sigla SOP em exames, laudos e materiais mais antigos.

Sintomas que merecem atenção

  • Menstruação irregular, muito espaçada ou ausente
  • Excesso de pelos no rosto e no corpo (hirsutismo)
  • Acne persistente e pele mais oleosa
  • Dificuldade para engravidar
  • Ganho de peso associado à resistência à insulina

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico segue os critérios de Rotterdam: pelo menos dois entre três achados — ciclos irregulares (oligo ou anovulação), sinais de excesso de hormônios androgênios (clínicos ou laboratoriais) e ovários com aspecto policístico no ultrassom. Outras causas precisam ser descartadas antes.

Tratamento e quando procurar ajuda

Não há cura única, mas o controle é possível. A mudança de estilo de vida, com alimentação equilibrada e atividade física, é parte central do tratamento, sobretudo pela ligação com a resistência à insulina; o cuidado é individualizado. Se você notou ciclos irregulares ou outros sinais, agende uma avaliação ginecológica.

Precisa de avaliação? Conheça a especialidade de Ginecologia na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.

Tags:

#ginecologia #ovário policístico #somp #sop #saúde da mulher
Dra. Vanessa Amoroso

Sobre a autora

Dra. Vanessa AmorosoGinecologista e Mastologista · CRM-PR 29.243 · RQE 18.893

A Dra. Vanessa Amoroso é ginecologista e mastologista e Diretora Médica da Clínica Femi Saúde. Sua abordagem é completa e acolhedora: acompanha a saúde da mulher com consultas de rotina, exames preventivos e aconselhamento sobre métodos anticoncepcionais, como DIU e implantes. É especialista em estética íntima e ginecologia regenerativa, que utiliza tecnologias modernas para restaurar e revitalizar a saúde vaginal. Realiza tratamentos com laser e radiofrequência e cirurgias íntimas que devolvem conforto e autoestima, e trata a incontinência urinária de forma eficaz e minimamente invasiva. Na ginecologia endócrina, oferece suporte para questões hormonais, como menopausa e síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP), e acompanha questões de sexualidade, ajudando a melhorar a qualidade de vida em todas as fases. Na mastologia, dedica-se à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento de condições como nódulos, cistos e dores mamárias, incluindo cirurgias de reconstrução mamária — sempre com o objetivo de devolver às pacientes não apenas a saúde, mas também a confiança e o bem-estar.

Compartilhar este artigo:

FacebookWhatsApp

Gostou do artigo?

Agende uma consulta e descubra como podemos cuidar da sua saúde com excelência e carinho.