Hérnia umbilical no adulto: quando operar

Hérnia umbilical no adulto: por que aparece, sintomas, risco de encarceramento, quando a cirurgia é indicada e como é a correção com tela, em Curitiba.

5 min de leitura
Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) ·
Ilustração delicada de homem conversando com médica sobre desconforto na região do umbigo.

A hérnia umbilical é aquela que aparece na região do umbigo, quando uma parte da gordura ou do intestino atravessa uma abertura na parede do abdome exatamente no ponto em que o cordão umbilical passava. Nos bebês, é comum e quase sempre fecha sozinha nos primeiros anos de vida. No adulto, a história é diferente: a hérnia umbilical não regride, tende a aumentar com o tempo e, por ter um orifício pequeno e firme, pode encarcerar. Este artigo explica por que ela surge em adultos, quais sintomas merecem atenção, quando a cirurgia é indicada e como são o procedimento e a recuperação.

Por que a hérnia umbilical aparece no adulto

O umbigo é uma cicatriz natural da parede abdominal, um ponto sem músculo onde as fibras se cruzam e a resistência é menor. Ao longo da vida, tudo o que aumenta a pressão dentro do abdome de forma repetida pode alargar essa abertura. Nas mulheres, a gestação é a causa mais frequente: o crescimento do útero distende a parede e o umbigo, e a hérnia costuma ser percebida durante a gravidez ou nos meses após o parto, principalmente depois de gestações múltiplas ou de bebês grandes.

Outros fatores importantes são o ganho de peso, a obesidade, o esforço físico intenso, a tosse crônica, a constipação, o acúmulo de líquido no abdome em doenças do fígado e cirurgias anteriores na região. A diástase dos músculos retos do abdome, comum após a gravidez, também está frequentemente associada, e identificá-la é importante porque pode mudar o planejamento da cirurgia.

Sintomas e sinais de que algo mudou

Muitas hérnias umbilicais começam como um pequeno volume no umbigo, mais visível ao ficar de pé, tossir ou fazer força, e que desaparece ao deitar. Com o tempo, o abaulamento pode aumentar, deixar o umbigo "para fora" e causar desconforto, sensação de peso ou dor ao esforço. A pele sobre a hérnia pode ficar fina, irritada ou escurecida.

Merecem atendimento imediato os sinais de encarceramento e estrangulamento:

  • O volume deixa de voltar para dentro, mesmo deitando e relaxando
  • Dor forte e contínua no umbigo, com endurecimento local
  • Vermelhidão ou coloração arroxeada da pele
  • Náuseas, vômitos, distensão abdominal e parada de gases e fezes

Nessas situações, o conteúdo preso pode perder o suprimento de sangue, e a cirurgia de urgência é necessária.

Como o diagnóstico é feito

O exame físico costuma ser suficiente: o cirurgião identifica o orifício, avalia o conteúdo, verifica se a hérnia reduz e examina a linha média para detectar diástase ou outras hérnias. A ultrassonografia da parede abdominal ajuda quando o abaulamento não é claro, em pessoas com obesidade ou para medir o defeito. A tomografia é reservada para hérnias grandes, recidivadas ou quando é preciso planejar uma reconstrução da parede.

Quando operar

A regra geral é que hérnias umbilicais em adultos devem ser corrigidas, porque não fecham espontaneamente e o risco de complicação se acumula com os anos. A cirurgia é claramente indicada quando há dor ou desconforto, aumento progressivo do volume, episódios em que a hérnia ficou presa por algum tempo, alterações na pele ou impacto nas atividades diárias.

Em hérnias muito pequenas, sem sintomas, e em pessoas com risco cirúrgico elevado, é possível acompanhar com consultas periódicas, sabendo que a maioria acaba precisando de correção. Durante a gravidez, a cirurgia geralmente é adiada para depois do parto, salvo em caso de encarceramento. Quem planeja engravidar em breve pode discutir com o cirurgião o melhor momento, já que uma nova gestação aumenta a chance de a hérnia voltar. Perder peso e parar de fumar antes da cirurgia reduz o risco de complicações e de recidiva.

Como é a cirurgia

O procedimento consiste em devolver o conteúdo herniado ao abdome e fechar o orifício. Em defeitos muito pequenos, o fechamento com pontos pode ser suficiente. Para orifícios a partir de cerca de um centímetro, as diretrizes atuais recomendam o uso de tela, que reduz de forma significativa a chance de a hérnia reaparecer sem aumentar as complicações.

Na técnica aberta, uma pequena incisão curva na borda do umbigo permite tratar a hérnia e posicionar a tela, preservando a aparência do umbigo. É a abordagem mais utilizada para hérnias pequenas e médias, muitas vezes com anestesia local e sedação. A videolaparoscopia é preferida em hérnias maiores, recidivadas, em pacientes com obesidade ou quando existem outras hérnias na parede: por pequenas incisões distantes do umbigo, a tela é fixada por dentro, cobrindo o defeito com ampla margem. Quando há diástase importante, a correção pode ser combinada no mesmo procedimento.

Recuperação e cuidados

A maioria das cirurgias de hérnia umbilical é feita em regime ambulatorial ou com uma noite de internação. A dor é moderada e controlada com analgésicos comuns. Caminhar desde o primeiro dia é recomendado; atividades leves retornam em poucos dias e o trabalho sem esforço em cerca de uma semana. Levantar peso e exercícios abdominais devem esperar de quatro a seis semanas, conforme a orientação do cirurgião. Uma cinta abdominal pode ser indicada nas primeiras semanas para conforto.

Febre, vermelhidão que aumenta, secreção na incisão ou dor progressiva devem ser comunicadas à equipe. Em Curitiba, a equipe de cirurgia geral da Femi Saúde avalia a hérnia umbilical no contexto da saúde da mulher, considerando gestações passadas ou futuras, diástase e outras condições associadas, para indicar a técnica e o momento mais adequados.

Precisa de avaliação? Conheça a especialidade de Cirurgia Geral na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.

Tags:

#hérnia umbilical #hérnia umbilical adulto #cirurgia de hérnia umbilical #hérnia no umbigo
Dr. Henrique Stachon

Sobre o autor

Dr. Henrique StachonCirurgião e Médico Integrativo · CRM-PR 25.899 · RQE 2.105

O Dr. Henrique Stachon é cirurgião geral e médico integrativo, com mais de 15 anos de experiência. Formado pela Universidade Federal do Paraná, é especialista em Medicina Integrativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein e mestre em Biotecnologia Industrial. A medicina integrativa é o centro de sua prática: tratar a pessoa de forma completa, cuidando não apenas da doença, mas da manutenção da saúde, da saúde mental e da prevenção. Cada paciente recebe um plano de cuidado personalizado, que integra a medicina convencional a hábitos de vida, nutrição e bem-estar. Como cirurgião, é especialista em videolaparoscopia avançada desde 2012, realizando procedimentos minimamente invasivos, como a retirada da vesícula (colecistectomia), e tratando doenças do trato gastrointestinal. Também realiza pequenos procedimentos em consultório com técnicas a laser — como o tratamento de unha encravada, a remoção de cistos, lipomas e pintas e a correção do lóbulo da orelha —, que proporcionam mais precisão e recuperação mais rápida. É professor do curso de Medicina da Faculdade Pequeno Príncipe e preceptor de residência médica em cirurgia geral.

Compartilhar este artigo:

FacebookWhatsApp

Gostou do artigo?

Agende uma consulta e descubra como podemos cuidar da sua saúde com excelência e carinho.