Pílula do dia seguinte: como funciona e prazo de uso
Pílula do dia seguinte: entenda como funciona, o prazo para tomar, a eficácia, os efeitos e por que ela não substitui a contracepção de rotina.

A pílula do dia seguinte é um recurso de anticoncepção de emergência, usado após uma relação sem proteção ou diante de uma falha do método habitual, como o rompimento do preservativo. Ela serve para situações pontuais, não para o dia a dia. Entender como age, em quanto tempo deve ser tomada e seus limites ajuda a usá-la com segurança.
Como funciona e por que não é abortiva
A formulação mais comum contém levonorgestrel e age principalmente prevenindo ou atrasando a ovulação, dificultando o encontro do óvulo com o espermatozoide. Por isso, segundo a OMS e a FEBRASGO, ela não é abortiva: não interrompe uma gravidez já estabelecida nem prejudica um embrião em desenvolvimento. Quanto antes for tomada, maior a chance de funcionar.
Prazo, eficácia e efeitos
As versões com levonorgestrel devem ser tomadas o quanto antes — de preferência em até 72 horas, mas ainda há benefício se usadas em até 120 horas (5 dias). A eficácia não é total e diminui com o passar das horas. Os efeitos costumam ser passageiros e podem incluir:
- Náusea ou enjoo
- Dor de cabeça e cansaço
- Sensibilidade nas mamas
- Alteração na data ou no fluxo da próxima menstruação
Por que não deve virar rotina
A pílula de emergência protege apenas contra aquela relação específica; ela não cobre o restante do ciclo nem relações futuras. Usá-la com frequência tende a ser menos eficaz e mais sujeito a irregularidades menstruais do que um método contraceptivo regular. Se você está recorrendo a ela com frequência, vale conversar com um ginecologista para avaliar uma opção contínua que se encaixe na sua rotina e na sua saúde.
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