Cistite Intersticial (Bexiga Dolorosa)
Dor na bexiga sem infecção
O que é
A cistite intersticial, ou síndrome da bexiga dolorosa, é uma condição crônica em que a bexiga dói ou pesa à medida que enche, com vontade frequente e urgente de urinar, sem que exista infecção nos exames de urina. Afeta principalmente mulheres, costuma se manifestar entre os 30 e os 50 anos e é muitas vezes confundida com infecções urinárias de repetição, o que atrasa o diagnóstico e leva a antibióticos desnecessários. A dor pode se estender à pelve, piorar na relação sexual e no período menstrual, e interferir no sono, no trabalho e na vida afetiva. A equipe de ginecologia da Femi Saúde avalia a condição e conduz o tratamento, em parceria com a urologia e a fisioterapia pélvica.
Sintomas mais comuns
- Dor ou pressão na bexiga que piora conforme ela enche
- Alívio parcial da dor ao urinar
- Vontade de urinar muitas vezes ao dia e à noite
- Urgência para urinar mesmo com pouco volume
- Dor pélvica que piora na relação sexual
- Piora dos sintomas no período menstrual
- Exames de urina normais apesar dos sintomas
Causas e fatores de risco
- Defeito na camada protetora da parede da bexiga
- Inflamação crônica e ativação de células de defesa na bexiga
- Sensibilização dos nervos da pelve
- Tensão dos músculos do assoalho pélvico
- Associação com endometriose, fibromialgia e intestino irritável
- Infecções urinárias anteriores, como gatilho
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico e se baseia na dor associada à bexiga, com urgência e frequência urinária por mais de seis semanas, depois de afastadas outras causas. A ginecologista avalia a história, o padrão da dor e a relação com a alimentação, a menstruação e a relação sexual. O exame ginecológico procura pontos de dor no assoalho pélvico e na bexiga. Exames de urina e urocultura excluem infecção; a ultrassonografia avalia o útero, os ovários e o resíduo urinário. Um diário miccional registra volumes e horários. A cistoscopia, feita pela urologia, é indicada em casos selecionados para observar a parede da bexiga e afastar outras doenças.
Como tratamos na Femi Saúde
Não há cura definitiva, mas a maioria das mulheres alcança controle dos sintomas com um plano combinado. A equipe de ginecologia da Femi Saúde inicia pela orientação alimentar, com a identificação de alimentos e bebidas que agravam a dor, e pelo treinamento da bexiga. A fisioterapia do assoalho pélvico relaxa os músculos tensos e é uma das medidas mais eficazes. Medicamentos orais, como analgésicos, antialérgicos e moduladores da dor, e instilações de substâncias protetoras dentro da bexiga são opções conforme a resposta. Condições associadas, como endometriose, são tratadas em conjunto. Procedimentos na bexiga são reservados a casos refratários, com a urologia. O plano é individualizado.
Quando procurar a ginecologista
Procure a ginecologista se há dor ou peso na bexiga que piora quando ela enche e alivia ao urinar, vontade frequente e urgente de urinar por mais de seis semanas, ou infecções urinárias diagnosticadas repetidas vezes com exames de urina normais. Dor pélvica que piora na relação sexual também merece avaliação. Agende uma consulta para investigar a causa.
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