Exames do primeiro trimestre: quais são e para que servem
Conheça os exames de sangue, urina e ultrassom do primeiro trimestre de gravidez, para que servem e quando são feitos. Pré-natal na Femi Saúde, Curitiba.

As primeiras semanas de gravidez concentram uma parte importante dos exames do pré-natal. Eles servem para confirmar e datar a gestação, conhecer o estado de saúde da mulher, identificar infecções que podem ser tratadas ou prevenidas e avaliar o desenvolvimento inicial do bebê. Boa parte é feita com uma única coleta de sangue e um exame de urina, complementados pelo ultrassom. Entender o que cada exame investiga ajuda a gestante a chegar às consultas com menos ansiedade e a compreender melhor os resultados que serão discutidos com o obstetra ao longo do acompanhamento.
Por que o primeiro trimestre concentra tantos exames
O primeiro trimestre vai até a 13ª semana e é a fase em que os órgãos do bebê estão se formando. Também é o período em que algumas condições maternas, como anemia, alterações da tireoide, diabetes e infecções, têm mais impacto se não forem identificadas. Por isso, o Ministério da Saúde e a FEBRASGO recomendam que a rotina básica de exames seja solicitada já na primeira consulta, de preferência antes da 12ª semana. Alguns exames se repetem nos trimestres seguintes, mas a base do acompanhamento é construída aqui.
Exames de sangue
Com uma única coleta, é possível avaliar vários aspectos:
- Tipagem sanguínea e fator Rh: identifica o grupo sanguíneo da mulher. Quando o fator Rh é negativo, acrescenta-se o Coombs indireto, que pesquisa anticorpos capazes de afetar o bebê e orienta a prevenção com imunoglobulina anti-D.
- Hemograma: avalia anemia, que é frequente na gestação, e a contagem de plaquetas e leucócitos.
- Glicemia de jejum: rastreia diabetes que já existia antes da gravidez e sinaliza risco de diabetes gestacional, que será reavaliado entre a 24ª e a 28ª semana.
- Sorologia para sífilis: infecção tratável cuja detecção precoce evita a sífilis congênita.
- Sorologia para HIV: com diagnóstico e tratamento adequados, a transmissão ao bebê pode ser praticamente eliminada.
- Hepatites B e C: definem cuidados no parto e a vacinação do recém-nascido.
- Toxoplasmose e rubéola: indicam se a mulher está imune ou se precisa de orientações para evitar o contágio, como cuidados com alimentos crus, terra e fezes de gato.
Dependendo do histórico, o obstetra pode incluir TSH (função da tireoide), eletroforese de hemoglobina para pesquisar anemia falciforme e talassemias, vitamina D, ferritina e outros exames específicos.
Exames de urina
O exame de urina tipo I e a urocultura fazem parte da rotina de todas as gestantes. A urocultura é importante porque a infecção urinária sem sintomas, chamada bacteriúria assintomática, é comum na gravidez e, se não tratada, pode evoluir para infecção nos rins e aumentar o risco de parto prematuro. O exame também avalia a presença de proteína e glicose na urina, informações úteis no acompanhamento da pressão arterial e do metabolismo.
Ultrassom do primeiro trimestre
Dois ultrassons costumam ser feitos nessa fase, com objetivos diferentes.
O primeiro, realizado por via transvaginal por volta de 6 a 9 semanas, confirma que a gestação está dentro do útero, verifica os batimentos cardíacos do embrião, conta o número de embriões e mede o comprimento cabeça-nádega, a medida mais precisa para datar a gravidez. Essa datação é a que será usada como referência até o parto.
O segundo é o ultrassom morfológico do primeiro trimestre, feito entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias. Ele avalia a anatomia inicial do bebê e mede a translucência nucal, uma pequena camada de líquido na nuca fetal. Quando aumentada, ela indica maior risco de alterações cromossômicas, como a síndrome de Down, e de algumas malformações cardíacas. Também podem ser avaliados o osso nasal, o fluxo no ducto venoso e o Doppler das artérias uterinas, que ajuda a estimar o risco de pré-eclâmpsia e a decidir sobre medidas preventivas.
Vale lembrar que o morfológico é um exame de rastreamento, não de diagnóstico. Um resultado alterado indica a necessidade de investigação adicional, e não uma certeza.
Rastreamento de alterações cromossômicas
Além da translucência nucal, existe o teste de DNA fetal livre, conhecido como NIPT, feito com uma amostra de sangue materno a partir de 10 semanas. Ele analisa fragmentos de DNA da placenta que circulam no sangue da mãe e tem alta sensibilidade para as trissomias mais comuns. Não substitui o ultrassom morfológico, que avalia a anatomia, e também é um rastreamento: resultados de alto risco precisam ser confirmados por exames diagnósticos, como a biópsia de vilo corial ou a amniocentese. A decisão de fazer o NIPT depende da idade materna, do histórico e do desejo da gestante, e deve ser conversada com o obstetra.
Outros cuidados nesse período
A primeira fase do pré-natal também é o momento de revisar a carteira de vacinação, agendar avaliação odontológica e, quando não estiver em dia, realizar a citologia do colo do útero, que é segura na gestação. Se a mulher tiver doenças crônicas ou usar medicamentos contínuos, os exames ajudam a ajustar o tratamento.
Quando os resultados são avaliados
Os exames de sangue e urina costumam ficar prontos em poucos dias e são revisados na consulta seguinte. Se algo exigir atenção imediata, como uma infecção urinária ou uma sorologia positiva, o obstetra entra em contato antes. Em Curitiba, a equipe de obstetrícia da Femi Saúde integra a solicitação dos exames ao ultrassom realizado na própria clínica, o que facilita a interpretação conjunta dos resultados e o planejamento das etapas seguintes do pré-natal.
Precisa de avaliação? Conheça a especialidade de Obstetrícia na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.
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