Primeira consulta de pré-natal: o que esperar e o que levar
Saiba o que acontece na primeira consulta de pré-natal, quais exames são pedidos, o que levar e como se preparar. Orientações da Femi Saúde, em Curitiba.

O teste deu positivo e, junto com a alegria, chegam as dúvidas: quando marcar a primeira consulta, o que o médico vai perguntar, quais exames serão pedidos e o que é preciso levar. A primeira consulta de pré-natal é o ponto de partida do acompanhamento da gestação e costuma ser mais longa do que as seguintes, porque reúne o histórico de saúde da mulher, o exame físico inicial e as orientações para as próximas semanas. Saber o que esperar ajuda a chegar mais tranquila, aproveitar melhor o tempo com o obstetra e começar a gravidez com as informações certas em mãos.
Quando marcar a primeira consulta
O Ministério da Saúde recomenda que o pré-natal comece o mais cedo possível, idealmente até a 12ª semana de gestação. Na prática, vale agendar assim que o teste de gravidez confirmar o resultado. Iniciar cedo permite datar a gestação com precisão, identificar condições que merecem atenção desde o começo e orientar hábitos que fazem diferença no desenvolvimento do bebê, como o uso de ácido fólico e a suspensão de álcool e cigarro.
Se a gravidez foi planejada e já houve uma consulta pré-concepcional, parte dessas informações já estará registrada, e o encontro tende a ser mais direto. Se não houve planejamento, não há motivo para preocupação: a primeira consulta serve justamente para organizar tudo.
O que acontece durante a consulta
A consulta começa com uma conversa detalhada, chamada de anamnese. O obstetra pergunta sobre a data da última menstruação, a regularidade dos ciclos, gestações anteriores e como foram os partos, doenças prévias, cirurgias, alergias, medicamentos em uso, vacinas e histórico familiar de diabetes, hipertensão, doenças genéticas ou malformações. Também são abordados hábitos como alimentação, atividade física, sono, tabagismo e consumo de álcool, além de aspectos emocionais e da rede de apoio.
Em seguida vem o exame físico: medida de peso e altura para cálculo do índice de massa corporal, aferição da pressão arterial, avaliação geral e, quando indicado, exame ginecológico e das mamas. Com a data da última menstruação, o médico estima a idade gestacional e a data provável do parto, que será confirmada ou ajustada pelo ultrassom.
Ao final, a gestante recebe a Caderneta da Gestante, onde ficam registrados os dados de cada consulta, os resultados de exames e o calendário vacinal. Esse documento deve acompanhar a mulher em todas as consultas e no dia do parto.
Exames solicitados no início do pré-natal
A primeira consulta costuma terminar com uma lista de exames que compõem a rotina inicial recomendada pelo Ministério da Saúde e pela FEBRASGO:
- Tipagem sanguínea e fator Rh, com pesquisa de anticorpos (Coombs indireto) quando a mulher é Rh negativo.
- Hemograma, para avaliar anemia e outras alterações.
- Glicemia de jejum, para rastrear diabetes já existente ou gestacional.
- Sorologias para sífilis, HIV, hepatites B e C, toxoplasmose e rubéola.
- Exame de urina e urocultura, já que infecções urinárias sem sintomas são comuns na gestação e precisam ser tratadas.
- Ultrassom obstétrico inicial, para confirmar a localização da gestação, o número de embriões e a idade gestacional.
Conforme o histórico, podem ser acrescentados exames de tireoide, eletroforese de hemoglobina, citologia do colo do útero, entre outros. Os resultados são revisados na consulta seguinte, e alguns exames se repetem ao longo dos trimestres.
O que levar
Chegar organizada facilita bastante. Vale separar:
- Documento de identidade e cartão do convênio, se houver.
- Resultados de exames recentes, mesmo os feitos antes da gravidez, incluindo ultrassons anteriores.
- Carteira de vacinação.
- Lista de medicamentos, vitaminas e suplementos em uso, com nome e frequência.
- Anotações sobre a data da última menstruação e sobre gestações anteriores.
- Uma lista de dúvidas. Nas primeiras semanas surgem muitas perguntas, e anotá-las evita que fiquem para depois.
Se houver companheiro ou outra pessoa de confiança, a presença na consulta é bem-vinda. Participar desde o início ajuda a compartilhar as decisões e a compreender as orientações.
Orientações que costumam sair da primeira consulta
Além dos exames, o obstetra orienta sobre a suplementação de ácido fólico, que deve ser mantida ao menos até o fim do primeiro trimestre, e avalia a necessidade de ferro e outros nutrientes. Fala sobre alimentação equilibrada, hidratação, atividade física compatível com a gestação e sobre o que evitar: álcool, cigarro, automedicação, alimentos crus ou malcozidos e contato com fezes de gato sem proteção, por conta da toxoplasmose.
É também o momento de esclarecer sintomas comuns do início da gravidez, como enjoo, sono excessivo, sensibilidade nas mamas e pequenas cólicas, e de saber quais sinais exigem contato imediato: sangramento, dor forte, febre ou vômitos que impedem a alimentação.
Como serão as próximas consultas
Depois da primeira, as consultas costumam ser mensais até a 28ª semana, quinzenais até a 36ª e semanais até o parto, com ajustes conforme cada gestação. O Ministério da Saúde considera adequado um mínimo de seis consultas, mas o acompanhamento regular ao longo de todo o período é o que permite identificar cedo qualquer alteração.
Em Curitiba, a equipe de obstetrícia da Femi Saúde, com a Dra. Tatiana Navarro e a Dra. Isadora Goetten, realiza esse acompanhamento de forma integrada aos exames de ultrassom, de modo que a gestante tenha continuidade e um mesmo canal para tirar dúvidas. Começar o pré-natal cedo, com informações organizadas e uma relação de confiança com o obstetra, é o melhor primeiro passo para uma gestação segura.
Precisa de avaliação? Conheça a especialidade de Obstetrícia na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.
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