Qual o melhor DIU? Mirena, Kyleena ou cobre
Qual o melhor DIU para você? Compare Mirena, Kyleena, DIU de cobre e de prata: como funcionam, quanto duram, o efeito na menstruação e para quem cada um é indicado.

O DIU (dispositivo intrauterino) é um pequeno dispositivo em formato de "T" colocado dentro do útero por um profissional habilitado. Está entre os métodos contraceptivos mais eficazes que existem, com taxa de proteção superior a 99%, e faz parte do grupo dos chamados contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC). Existem dois grandes grupos: o DIU hormonal e o DIU de cobre. Cada um tem mecanismos, efeitos sobre a menstruação e tempos de uso diferentes. Então, qual o melhor DIU? A resposta depende do seu corpo, do seu histórico e das suas preferências — e este guia compara Mirena, Kyleena, DIU de cobre e DIU de prata para ajudar você a chegar preparada à consulta.
DIU hormonal: como funciona
O DIU hormonal libera continuamente pequenas quantidades de levonorgestrel (um tipo de progestagênio) diretamente dentro do útero. Ele age principalmente de forma local: torna o muco do colo do útero mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides, e afina o revestimento interno do útero (endométrio). Na maioria das mulheres, ele não bloqueia a ovulação. No Brasil, os principais modelos são:
- Mirena (levonorgestrel 52 mg): aprovado para contracepção por até 8 anos, conforme atualização da bula registrada na ANVISA. Para outras finalidades, como o controle de sangramento menstrual aumentado, a duração indicada segue sendo de até 5 anos.
- Kyleena (levonorgestrel 19,5 mg): indicado para contracepção por até 5 anos, com dispositivo um pouco menor e dose hormonal mais baixa.
Um efeito comum e esperado do DIU hormonal é a redução do fluxo menstrual. Com o tempo, muitas mulheres passam a menstruar muito pouco e algumas deixam de menstruar — o que é seguro e reversível. Nos primeiros meses, pode haver escapes ou sangramentos irregulares até o organismo se adaptar.
DIU de cobre: como funciona
O DIU de cobre não contém hormônios. O modelo mais usado e estudado é o TCu380A. O cobre liberado cria um ambiente desfavorável aos espermatozoides, prejudicando sua mobilidade e capacidade de fecundar o óvulo. As evidências indicam que ele age principalmente impedindo a fecundação, e não interrompendo uma gravidez já estabelecida.
É uma ótima opção para quem prefere evitar hormônios por escolha ou por alguma condição clínica. Sua duração é uma das maiores entre os métodos: a bula prevê uso por cerca de 10 anos, e há boas evidências de eficácia por até 12 anos em parte das mulheres. Em contrapartida, o fluxo menstrual pode aumentar e as cólicas podem ficar mais intensas, sobretudo nos primeiros meses.
A inserção e a recuperação
A colocação do DIU é feita em consultório, costuma durar poucos minutos e não exige cirurgia. Pode causar cólica e desconforto durante e logo após o procedimento, geralmente passageiros. Após a inserção, é normal ter sangramentos irregulares por algumas semanas. O posicionamento pode ser confirmado por exame e, quando indicado, por ultrassom. Vale lembrar que o DIU não protege contra infecções sexualmente transmissíveis — para isso, o preservativo continua necessário.
Desfazendo mitos comuns
- "O DIU sai do lugar facilmente." A expulsão existe, mas é relativamente incomum; é um pouco mais frequente nos primeiros meses. Por isso o acompanhamento inicial é importante.
- "Quem nunca teve filhos não pode usar." Não é verdade. Entidades como FEBRASGO e ACOG recomendam o DIU também para nuligestas (mulheres que nunca engravidaram).
- "Adolescente não pode usar DIU." Pelo contrário: o DIU é considerado seguro e está entre as opções de primeira linha para adolescentes, com taxas de complicação semelhantes às de outras faixas etárias. Idade e número de gestações não são, por si só, contraindicações.
- "O DIU causa infecção." Há apenas um pequeno aumento transitório do risco de infecção pélvica nas primeiras semanas após a inserção; depois disso, o risco volta ao nível habitual.
Mirena, Kyleena, cobre e prata: comparação rápida
| Mirena | Kyleena | DIU de cobre | DIU de prata | |
|---|---|---|---|---|
| Hormônio | Levonorgestrel 52 mg | Levonorgestrel 19,5 mg | Sem hormônio | Sem hormônio (cobre com núcleo de prata) |
| Duração como contraceptivo | Até 8 anos | Até 5 anos | Cerca de 10 anos | Cerca de 5 anos |
| Efeito na menstruação | Fluxo diminui; muitas deixam de menstruar | Fluxo diminui, em geral menos que com o Mirena | Fluxo e cólicas podem aumentar | Semelhante ao cobre (há estudos sugerindo menos sangramento) |
| Tamanho | Padrão | Um pouco menor | Padrão | Padrão |
O DIU Kyleena e o DIU de prata têm guias próprios aqui no blog, com mais detalhes sobre cada um.
Qual o melhor DIU para você?
Não existe um DIU "melhor" para todas — existe o mais adequado para você. De forma geral:
- Quer menos cólica e menos fluxo? O DIU hormonal costuma favorecer isso.
- Prefere um método sem hormônios? O DIU de cobre tende a ser a escolha.
- Busca a maior duração possível? O DIU de cobre é o que dura mais tempo.
- Quer um DIU hormonal com menos hormônio e dispositivo menor? O Kyleena costuma ser considerado.
- Tem menstruação muito intensa? O Mirena também é usado para tratar esse sangramento.
A definição leva em conta seu histórico de saúde, padrão menstrual, planos de gravidez e preferências pessoais. A avaliação individual em consulta é o que permite escolher com segurança e tirar todas as suas dúvidas com tranquilidade. Se você está pensando em começar ou trocar de método, marque uma conversa — juntas, encontramos a opção mais confortável para o seu momento de vida.
Quer saber mais sobre DIU? Conheça o tratamento de DIU na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.
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