Qual o melhor DIU? Mirena, Kyleena ou cobre

Qual o melhor DIU para você? Compare Mirena, Kyleena, DIU de cobre e de prata: como funcionam, quanto duram, o efeito na menstruação e para quem cada um é indicado.

5 min de leitura
Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) ·
Mulher tranquila em casa, vestindo suéter aconchegante, segurando um copo de chá em um ambiente luminoso e sereno

O DIU (dispositivo intrauterino) é um pequeno dispositivo em formato de "T" colocado dentro do útero por um profissional habilitado. Está entre os métodos contraceptivos mais eficazes que existem, com taxa de proteção superior a 99%, e faz parte do grupo dos chamados contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC). Existem dois grandes grupos: o DIU hormonal e o DIU de cobre. Cada um tem mecanismos, efeitos sobre a menstruação e tempos de uso diferentes. Então, qual o melhor DIU? A resposta depende do seu corpo, do seu histórico e das suas preferências — e este guia compara Mirena, Kyleena, DIU de cobre e DIU de prata para ajudar você a chegar preparada à consulta.

DIU hormonal: como funciona

O DIU hormonal libera continuamente pequenas quantidades de levonorgestrel (um tipo de progestagênio) diretamente dentro do útero. Ele age principalmente de forma local: torna o muco do colo do útero mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides, e afina o revestimento interno do útero (endométrio). Na maioria das mulheres, ele não bloqueia a ovulação. No Brasil, os principais modelos são:

  • Mirena (levonorgestrel 52 mg): aprovado para contracepção por até 8 anos, conforme atualização da bula registrada na ANVISA. Para outras finalidades, como o controle de sangramento menstrual aumentado, a duração indicada segue sendo de até 5 anos.
  • Kyleena (levonorgestrel 19,5 mg): indicado para contracepção por até 5 anos, com dispositivo um pouco menor e dose hormonal mais baixa.

Um efeito comum e esperado do DIU hormonal é a redução do fluxo menstrual. Com o tempo, muitas mulheres passam a menstruar muito pouco e algumas deixam de menstruar — o que é seguro e reversível. Nos primeiros meses, pode haver escapes ou sangramentos irregulares até o organismo se adaptar.

DIU de cobre: como funciona

O DIU de cobre não contém hormônios. O modelo mais usado e estudado é o TCu380A. O cobre liberado cria um ambiente desfavorável aos espermatozoides, prejudicando sua mobilidade e capacidade de fecundar o óvulo. As evidências indicam que ele age principalmente impedindo a fecundação, e não interrompendo uma gravidez já estabelecida.

É uma ótima opção para quem prefere evitar hormônios por escolha ou por alguma condição clínica. Sua duração é uma das maiores entre os métodos: a bula prevê uso por cerca de 10 anos, e há boas evidências de eficácia por até 12 anos em parte das mulheres. Em contrapartida, o fluxo menstrual pode aumentar e as cólicas podem ficar mais intensas, sobretudo nos primeiros meses.

A inserção e a recuperação

A colocação do DIU é feita em consultório, costuma durar poucos minutos e não exige cirurgia. Pode causar cólica e desconforto durante e logo após o procedimento, geralmente passageiros. Após a inserção, é normal ter sangramentos irregulares por algumas semanas. O posicionamento pode ser confirmado por exame e, quando indicado, por ultrassom. Vale lembrar que o DIU não protege contra infecções sexualmente transmissíveis — para isso, o preservativo continua necessário.

Desfazendo mitos comuns

  • "O DIU sai do lugar facilmente." A expulsão existe, mas é relativamente incomum; é um pouco mais frequente nos primeiros meses. Por isso o acompanhamento inicial é importante.
  • "Quem nunca teve filhos não pode usar." Não é verdade. Entidades como FEBRASGO e ACOG recomendam o DIU também para nuligestas (mulheres que nunca engravidaram).
  • "Adolescente não pode usar DIU." Pelo contrário: o DIU é considerado seguro e está entre as opções de primeira linha para adolescentes, com taxas de complicação semelhantes às de outras faixas etárias. Idade e número de gestações não são, por si só, contraindicações.
  • "O DIU causa infecção." Há apenas um pequeno aumento transitório do risco de infecção pélvica nas primeiras semanas após a inserção; depois disso, o risco volta ao nível habitual.

Mirena, Kyleena, cobre e prata: comparação rápida

Mirena Kyleena DIU de cobre DIU de prata
Hormônio Levonorgestrel 52 mg Levonorgestrel 19,5 mg Sem hormônio Sem hormônio (cobre com núcleo de prata)
Duração como contraceptivo Até 8 anos Até 5 anos Cerca de 10 anos Cerca de 5 anos
Efeito na menstruação Fluxo diminui; muitas deixam de menstruar Fluxo diminui, em geral menos que com o Mirena Fluxo e cólicas podem aumentar Semelhante ao cobre (há estudos sugerindo menos sangramento)
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O DIU Kyleena e o DIU de prata têm guias próprios aqui no blog, com mais detalhes sobre cada um.

Qual o melhor DIU para você?

Não existe um DIU "melhor" para todas — existe o mais adequado para você. De forma geral:

  • Quer menos cólica e menos fluxo? O DIU hormonal costuma favorecer isso.
  • Prefere um método sem hormônios? O DIU de cobre tende a ser a escolha.
  • Busca a maior duração possível? O DIU de cobre é o que dura mais tempo.
  • Quer um DIU hormonal com menos hormônio e dispositivo menor? O Kyleena costuma ser considerado.
  • Tem menstruação muito intensa? O Mirena também é usado para tratar esse sangramento.

A definição leva em conta seu histórico de saúde, padrão menstrual, planos de gravidez e preferências pessoais. A avaliação individual em consulta é o que permite escolher com segurança e tirar todas as suas dúvidas com tranquilidade. Se você está pensando em começar ou trocar de método, marque uma conversa — juntas, encontramos a opção mais confortável para o seu momento de vida.

Quer saber mais sobre DIU? Conheça o tratamento de DIU na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.

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Dra. Melissa Amoroso

Sobre a autora

Dra. Melissa AmorosoGinecologista · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292

A Dra. Melissa Amoroso é ginecologista e Diretora Técnica da Clínica Femi Saúde. Dedica-se ao cuidado da mulher em todas as fases da vida, da primeira menstruação à menopausa, com foco em medicina preventiva: consultas de rotina, preventivo do colo do útero e orientação individualizada. Em contracepção, oferece aconselhamento para a escolha do método mais adequado a cada paciente e realiza a inserção de DIU (hormonal e de cobre) e do Implanon®, além da laqueadura. É especialista em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, com fellow em videolaparoscopia e histeroscopia. Realiza histeroscopia diagnóstica e cirúrgica — para investigar e tratar sangramentos uterinos anormais, pólipos e miomas — e cirurgias por vídeo, como histerectomia e remoção de cistos de ovário e miomas, com atenção especial à endometriose. Na ginecologia regenerativa e estética íntima, cuida da saúde íntima com laser de CO2 fracionado e radiofrequência e realiza cirurgias íntimas, como a ninfoplastia a laser, sempre priorizando o bem-estar, a segurança e a confiança de suas pacientes.

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