DIU engorda? Mirena, Kyleena e DIU de cobre

DIU engorda? Veja o que os estudos mostram sobre o peso com o DIU Mirena, o Kyleena e o DIU de cobre, e como eles se comparam ao implante e ao injetável.

5 min de leitura
Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) ·
Modelos demonstrativos de DIU hormonal e de cobre sobre uma superfície clara, com uma balança desfocada ao fundo.

"O DIU engorda?" Essa é uma das dúvidas mais comuns de quem está pensando em colocar um dispositivo intrauterino — especialmente o DIU Mirena, que contém hormônio. A preocupação é compreensível: ninguém quer trocar um método eficaz por quilos a mais. A boa notícia é que o que se sabe hoje é, em geral, tranquilizador. Vamos ver o que dizem os estudos para cada tipo de DIU e como ele se compara a outros métodos.

Os tipos de DIU e por que isso importa

No Brasil, os principais DIUs são:

  • DIU de cobre: não tem hormônio
  • DIU hormonal Mirena: libera levonorgestrel (52 mg)
  • DIU hormonal Kyleena: libera levonorgestrel em dose menor (19,5 mg)

Como o efeito sobre o peso é atribuído quase sempre aos hormônios, faz sentido olhar cada grupo separadamente. Se quiser comparar os modelos em mais detalhes, veja qual o melhor DIU.

O DIU de cobre engorda?

Não. O DIU de cobre não contém hormônio e age localmente, dentro do útero. Não há mecanismo que explique ganho de peso causado por ele. Se houver mudança de peso durante o uso, ela está ligada a outros fatores — alimentação, rotina, sono, idade — e não ao dispositivo.

O DIU Mirena engorda?

O Mirena libera o hormônio principalmente dentro do útero, e apenas uma pequena quantidade chega à circulação sanguínea. Por isso, seus efeitos no corpo como um todo tendem a ser menores do que os de métodos hormonais que dependem da absorção sistêmica, como a pílula.

Os estudos que acompanharam mulheres usando DIU hormonal e DIU de cobre ao longo de anos observaram variações de peso semelhantes nos dois grupos. Ou seja: o pequeno ganho de peso que algumas mulheres percebem com o tempo acontece também com quem usa o DIU sem hormônio — o que sugere que ele tem mais relação com a idade e o estilo de vida do que com o dispositivo.

Isso não significa que ninguém perceba mudanças. Algumas mulheres relatam sensação de inchaço, retenção de líquido ou alteração do apetite, principalmente nos primeiros meses. Em geral, são efeitos leves e que tendem a melhorar com a adaptação.

E o Kyleena?

O Kyleena tem dose hormonal menor que o Mirena e libera ainda menos hormônio por dia. Não há evidência de que ele cause ganho de peso significativo. Para quem tem receio dos efeitos hormonais, ele costuma ser uma opção considerada — saiba mais em DIU Kyleena: baixa dose.

Qual engorda mais: DIU ou Implanon?

Essa comparação aparece muito nas buscas. De forma geral:

  • DIU de cobre: sem efeito sobre o peso
  • DIU hormonal (Mirena e Kyleena): efeito sobre o peso pequeno ou ausente na maioria das mulheres
  • Implanon: os estudos mostram, em média, variações pequenas de peso; algumas mulheres relatam ganho — veja Implanon engorda? Mitos e verdades
  • Anticoncepcional injetável trimestral: é o método mais associado a ganho de peso em parte das usuárias

Ou seja: entre os métodos de longa duração, o DIU — especialmente o de cobre — é o que menos gera preocupação com o peso. Para uma visão geral de todos os métodos, leia anticoncepcional engorda?.

Por que algumas mulheres sentem que engordaram?

É comum associar qualquer mudança no corpo ao método mais recente. Mas vale considerar outros fatores que costumam coincidir com a colocação do DIU:

  • Mudanças de vida, como o pós-parto, um novo trabalho ou uma nova rotina
  • Idade: o ganho gradual de peso ao longo dos anos é esperado, com ou sem contraceptivo
  • Sono e estresse, que influenciam apetite e metabolismo
  • Alterações de alimentação e de atividade física
  • Questões hormonais não relacionadas ao DIU, como alterações da tireoide ou a síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP, antiga SOP)

O que fazer se você notar ganho de peso

Se você colocou um DIU e percebeu mudança de peso que incomoda:

  • Observe por alguns meses: a sensação de inchaço inicial costuma melhorar
  • Revise a rotina: alimentação, sono, atividade física e nível de estresse
  • Converse com a sua ginecologista, que pode investigar outras causas e pedir exames se necessário
  • Não retire o DIU por conta própria: a retirada é simples, mas deve ser feita por profissional — e a decisão de trocar de método merece uma conversa

Se o ganho de peso for importante ou vier acompanhado de outros sintomas, vale uma avaliação mais completa. Conheça também os demais efeitos possíveis em efeitos colaterais do DIU Mirena e Kyleena.

Perguntas frequentes

Se eu tirar o DIU, vou emagrecer? Se o ganho de peso não foi causado pelo DIU — o que é o mais provável —, a retirada não deve mudar o peso.

O DIU hormonal aumenta o apetite? Algumas mulheres relatam, mas os estudos não mostram ganho de peso significativo associado ao DIU hormonal.

O DIU de prata engorda? Não. Assim como o de cobre, ele não tem hormônio.

Escolher um método contraceptivo é uma decisão que envolve eficácia, conforto e bem-estar. Se o receio de engordar está pesando na sua escolha, leve essa dúvida para a consulta: com informação clara, fica mais fácil encontrar o método ideal para você.

Quer saber mais sobre DIU? Conheça o tratamento de DIU na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.

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Dra. Melissa Amoroso

Sobre a autora

Dra. Melissa AmorosoGinecologista · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292

A Dra. Melissa Amoroso é ginecologista e Diretora Técnica da Clínica Femi Saúde. Dedica-se ao cuidado da mulher em todas as fases da vida, da primeira menstruação à menopausa, com foco em medicina preventiva: consultas de rotina, preventivo do colo do útero e orientação individualizada. Em contracepção, oferece aconselhamento para a escolha do método mais adequado a cada paciente e realiza a inserção de DIU (hormonal e de cobre) e do Implanon®, além da laqueadura. É especialista em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, com fellow em videolaparoscopia e histeroscopia. Realiza histeroscopia diagnóstica e cirúrgica — para investigar e tratar sangramentos uterinos anormais, pólipos e miomas — e cirurgias por vídeo, como histerectomia e remoção de cistos de ovário e miomas, com atenção especial à endometriose. Na ginecologia regenerativa e estética íntima, cuida da saúde íntima com laser de CO2 fracionado e radiofrequência e realiza cirurgias íntimas, como a ninfoplastia a laser, sempre priorizando o bem-estar, a segurança e a confiança de suas pacientes.

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