Herpes Genital
Tratamento das crises e prevenção das recidivas
O que é
O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo vírus herpes simples (HSV-1 ou HSV-2). Após o primeiro contato, o vírus permanece no organismo e pode voltar a se manifestar em períodos de baixa imunidade, estresse, menstruação ou febre. As crises se caracterizam por pequenas bolhas dolorosas na vulva, na vagina ou ao redor do ânus, que se rompem e formam feridas, muitas vezes precedidas por ardor, coceira ou formigamento no local. O diagnóstico costuma ser clínico, podendo ser confirmado por exames laboratoriais. O tratamento com antivirais encurta as crises e alivia os sintomas; para quem tem recidivas frequentes, existe a terapia supressiva, que reduz o número de episódios. A fotobiomodulação pode ajudar na cicatrização e no conforto. Gestantes com histórico de herpes recebem orientação específica para reduzir o risco de transmissão ao bebê.
Sintomas mais comuns
- Ardor, coceira ou formigamento na região íntima antes das lesões
- Pequenas bolhas agrupadas na vulva, na vagina ou ao redor do ânus
- Feridas dolorosas que se formam quando as bolhas se rompem
- Dor ao urinar
- Ínguas na virilha
- Febre, mal-estar e dores no corpo no primeiro episódio
Causas e fatores de risco
- Contato íntimo com pessoa infectada, mesmo sem lesões visíveis
- Relação sexual sem preservativo
- Reativação do vírus em períodos de estresse ou baixa imunidade
- Menstruação, febre e exposição ao sol como gatilhos das crises
- Sexo oral com parceria que tem herpes labial
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico costuma ser clínico: a ginecologista escuta o relato sobre o início dos sintomas, os episódios anteriores e os fatores que parecem desencadear as crises, e examina as lesões na vulva, na vagina e ao redor do ânus. Quando há dúvida ou necessidade de confirmação, pode ser coletado material das lesões para exames laboratoriais, como a pesquisa do vírus por PCR, ou solicitados exames de sangue. Conforme o caso, o rastreamento de outras infecções sexualmente transmissíveis também é orientado.
Como tratamos na Femi Saúde
O tratamento das crises é feito com antivirais por via oral, iniciados o quanto antes, para encurtar a duração das lesões e aliviar os sintomas. Analgésicos e cuidados locais ajudam no conforto durante a cicatrização. Para quem tem recidivas frequentes, a equipe de ginecologia da Femi Saúde pode indicar a terapia supressiva, com antiviral de uso contínuo, que reduz o número de episódios e a chance de transmissão. A fotobiomodulação pode ser associada, quando indicada, para favorecer a cicatrização das feridas. A parceria recebe orientação sobre prevenção, e gestantes com histórico de herpes têm acompanhamento específico. O plano é individualizado conforme a frequência e a intensidade das crises.
Quando procurar a ginecologista
Procure a ginecologista ao notar bolhas ou feridas dolorosas na região íntima, principalmente se for o primeiro episódio ou se houver febre e dificuldade para urinar. Agende uma consulta também quando as crises se repetirem com frequência ou em caso de gestação com histórico de herpes.
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