Tratamento clínico individualizado

Hiperplasia Endometrial

Espessamento do endométrio: diagnóstico e tratamento

Consulta
Acompanhamento periódico

O que é

A hiperplasia endometrial é o espessamento excessivo do endométrio, a camada que reveste o interior do útero, geralmente causado pelo excesso de estrogênio sem a ação equilibrada da progesterona. É mais frequente na perimenopausa e na pós-menopausa, em mulheres com obesidade, SOMP, diabetes, ciclos sem ovulação ou em uso de estrogênio sem progesterona. O principal sintoma é o sangramento uterino anormal — menstruações abundantes, prolongadas ou irregulares, ou sangramento após a menopausa. O diagnóstico começa pela ultrassonografia transvaginal e é confirmado pela biópsia do endométrio, feita no consultório ou por histeroscopia. Existem tipos sem atipias, de baixo risco, e com atipias, que podem evoluir para o câncer do endométrio e exigem tratamento mais rigoroso. O tratamento pode incluir progestagênios, DIU hormonal, controle dos fatores de risco e, em casos selecionados, a histerectomia, sempre com acompanhamento periódico.

Sintomas mais comuns

  • Menstruação abundante ou prolongada
  • Sangramento entre as menstruações
  • Ciclos irregulares, com intervalos curtos ou muito longos
  • Sangramento após a menopausa
  • Anemia, cansaço e fraqueza
  • Ausência de sintomas, com espessamento visto no ultrassom

Causas e fatores de risco

  • Excesso de estrogênio sem a ação equilibrada da progesterona
  • Ciclos sem ovulação, como na SOMP e na perimenopausa
  • Obesidade e diabetes
  • Terapia com estrogênio sem progesterona e uso de tamoxifeno
  • Menopausa tardia e ausência de gestações
  • Tumores do ovário produtores de estrogênio, mais raramente

Como é feito o diagnóstico

A investigação começa pelo relato do sangramento e pelos fatores de risco, como peso, diabetes, SOMP e uso de hormônios. A ultrassonografia transvaginal mede a espessura do endométrio e orienta a necessidade de biópsia. A confirmação é feita pela biópsia do endométrio, colhida no consultório ou por histeroscopia, que permite ver a cavidade uterina e retirar amostras dirigidas. A análise anatomopatológica classifica a hiperplasia em sem atipias ou com atipias, o que define o risco e o tipo de tratamento.

Como tratamos na Femi Saúde

O tratamento depende do tipo de hiperplasia, da idade e do desejo de gestação. Nas hiperplasias sem atipias, a equipe de ginecologia da Femi Saúde costuma indicar progestagênios, por via oral ou pelo DIU hormonal, que atua diretamente sobre o endométrio, junto com o controle dos fatores de risco, como o peso e o diabetes; a resposta é verificada com nova biópsia após alguns meses. Nas hiperplasias com atipias, a histerectomia é geralmente a opção recomendada para quem não deseja mais gestar; mulheres que desejam engravidar podem receber tratamento hormonal com acompanhamento rigoroso por histeroscopia e biópsias. O plano é individualizado e o seguimento, periódico.

Quando procurar a ginecologista

Procure a ginecologista se a menstruação ficou mais abundante, prolongada ou irregular, se há sangramento entre os ciclos ou qualquer sangramento após a menopausa, mesmo pequeno. Mulheres com obesidade, diabetes ou SOMP e sangramento anormal devem agendar uma consulta para avaliar o endométrio.

O que oferecemos

1
Diagnóstico por ultrassonografia e biópsia do endométrio
2
Classificação do tipo e do risco da hiperplasia
3
Tratamento hormonal, incluindo o DIU hormonal
4
Cirurgia nos casos com atipias, quando indicada
5
Acompanhamento periódico para verificar a resposta

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