Perda Gestacional de Repetição
Investigação após duas ou mais perdas
O que é
A perda gestacional de repetição, ou aborto de repetição, é definida por duas ou mais perdas de gestação antes das 20 semanas. Cada perda é uma experiência difícil, e a repetição traz ansiedade e muitas dúvidas. As causas conhecidas incluem alterações genéticas do embrião — as mais comuns —, alterações do útero, como septo, miomas e pólipos, doenças hormonais, como as da tireoide e o diabetes descontrolado, trombofilias e a síndrome antifosfolípide, além de fatores como idade, tabagismo e obesidade. Em cerca de metade dos casos, mesmo após investigação completa, a causa não é identificada, e ainda assim as chances de uma gestação bem-sucedida continuam altas. A avaliação inclui a história do casal, exames de sangue, cariótipo, ultrassonografia e histeroscopia quando indicada. O tratamento é direcionado ao que for encontrado, com acompanhamento próximo e acolhedor na gestação seguinte.
Sintomas mais comuns
- Duas ou mais perdas de gestação antes das 20 semanas
- Perdas repetidas no primeiro trimestre, com ou sem embrião visível
- Perda mais tardia, após 12 semanas, mesmo que apenas uma
- Sangramento e cólicas no início da gestação
- Ansiedade e medo intensos ao planejar uma nova gravidez
- Histórico de trombose, doenças autoimunes ou alterações da tireoide
Causas e fatores de risco
- Alterações genéticas do embrião, a causa mais frequente
- Alterações do útero, como septo, miomas, pólipos e aderências
- Doenças hormonais, como as da tireoide e o diabetes descontrolado
- Síndrome antifosfolípide e trombofilias
- Idade materna avançada, tabagismo, obesidade e consumo de álcool
- Causa não identificada, mesmo após investigação completa
Como é feito o diagnóstico
A investigação costuma ser indicada após duas perdas e envolve o casal. Na consulta, a ginecologista revisa como ocorreu cada perda, a idade gestacional, os exames anteriores e a saúde geral de ambos. Os exames incluem dosagens hormonais e da tireoide, pesquisa de síndrome antifosfolípide e outras trombofilias, cariótipo do casal e ultrassonografia com avaliação do útero; a histeroscopia é indicada quando há suspeita de septo, pólipos ou aderências. Quando possível, a análise genética do material da perda ajuda a orientar os próximos passos.
Como tratamos na Femi Saúde
O tratamento é dirigido ao que a investigação encontrar. A equipe de ginecologia da Femi Saúde corrige alterações do útero, como septo, pólipos e aderências, por histeroscopia, ajusta o tratamento de doenças da tireoide e do diabetes e, na síndrome antifosfolípide, indica medicamentos para reduzir o risco de trombose durante a gestação. Suplementação de ácido fólico, orientações sobre peso e hábitos e o planejamento pré-concepcional fazem parte do cuidado. Quando a causa não é identificada, o acompanhamento próximo na gestação seguinte, com consultas e ultrassonografias mais frequentes, é a principal conduta. O suporte emocional e o acompanhamento psicológico são oferecidos ao casal.
Quando procurar a ginecologista
Após duas perdas gestacionais, agende uma consulta para iniciar a investigação antes de uma nova tentativa. Procure a ginecologista também após apenas uma perda tardia, se houver histórico de trombose ou doenças autoimunes, ou quando o medo de uma nova perda está afetando o bem-estar do casal.
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