Hipotireoidismo
Quando a tireoide trabalha devagar
O que é
O hipotireoidismo é a condição em que a tireoide produz menos hormônios do que o corpo precisa, o que desacelera o metabolismo como um todo. É muito mais frequente em mulheres, especialmente após os 40 anos e no pós-parto, e costuma se instalar de forma lenta, com sintomas que muitas vezes são confundidos com cansaço da rotina. A causa mais comum no Brasil é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune. O diagnóstico é simples, feito com exame de sangue, e o tratamento com reposição hormonal, quando bem ajustado, devolve à paciente a disposição, o controle do peso e a regularidade do ciclo menstrual. O acompanhamento com a endocrinologista garante a dose correta ao longo do tempo.
Sintomas mais comuns
- Cansaço e sonolência mesmo dormindo bem
- Ganho de peso sem mudança de hábitos
- Sensação de frio maior que o habitual
- Pele seca, queda de cabelo e unhas frágeis
- Intestino preso e inchaço no corpo
- Menstruação irregular ou muito intensa
- Lentidão de raciocínio e desânimo
Causas e fatores de risco
- Tireoidite de Hashimoto (autoimune)
- Tratamento prévio com iodo radioativo ou cirurgia de tireoide
- Deficiência ou excesso de iodo
- Uso de medicamentos como lítio e amiodarona
- Alterações da hipófise (hipotireoidismo central)
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico do hipotireoidismo começa pela conversa sobre os sintomas e o histórico familiar, seguida do exame físico, com atenção ao pescoço, à pele e aos reflexos. A confirmação vem pelos exames de sangue: o TSH, que se eleva quando a tireoide está trabalhando pouco, e o T4 livre, que mostra a quantidade de hormônio disponível. A dosagem dos anticorpos anti-TPO ajuda a identificar a origem autoimune, e a ultrassonografia da tireoide é solicitada quando há aumento da glândula ou nódulos. Em alguns casos, o TSH está levemente alterado, o chamado hipotireoidismo subclínico, e a decisão de tratar depende dos sintomas, da idade e do desejo de engravidar.
Como tratamos na Femi Saúde
O tratamento consiste na reposição do hormônio tireoidiano em comprimido, tomado em jejum todos os dias. A dose é individual e depende do peso, da idade, da gravidade e de condições como gestação ou doença cardíaca. Após o início ou qualquer ajuste, o TSH é reavaliado em cerca de seis a oito semanas, até que se alcance o equilíbrio; depois disso, o controle costuma ser anual. Nesse processo, a equipe de endocrinologia da Femi Saúde orienta também sobre interações com outros medicamentos e suplementos, como cálcio e ferro, que interferem na absorção, e acompanha de perto as pacientes que planejam engravidar, já que a necessidade de hormônio aumenta na gestação.
Quando procurar a ginecologista
Procure a endocrinologista se você sente cansaço persistente, ganhou peso sem explicação, tem sensação de frio constante, queda de cabelo, pele seca ou intestino preso, especialmente se houver casos de tireoide na família. Também vale a consulta se um exame de rotina mostrou TSH alterado, se você está planejando engravidar ou está no pós-parto com sintomas novos, ou se já toma hormônio tireoidiano e não faz controle há mais de um ano.
O que oferecemos
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Hipertireoidismo
Quando a tireoide produz hormônio em excesso
Nódulos de Tireoide
Avaliação criteriosa, sem alarmismo
Tireoidite de Hashimoto
A causa autoimune mais comum do hipotireoidismo
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