DIU pelo SUS e plano de saúde: como conseguir

Como colocar o DIU pelo SUS ou pelo plano de saúde: quais modelos estão disponíveis, o passo a passo, a cobertura dos convênios e o que fazer se ela for negada.

5 min de leitura
Revisão médica: Dr. Leonardo Custodio (CRM/PR 38.450) ·
Mulher procura orientação sobre planejamento familiar na recepção de uma unidade de saúde.

O DIU é um dos métodos contraceptivos mais eficazes e duradouros que existem — e muitas mulheres querem saber como colocar o DIU pelo SUS ou pelo plano de saúde. A resposta depende do tipo de DIU, de onde você mora e do seu contrato com o convênio. Neste guia, explicamos como funciona o acesso em cada caminho, o passo a passo e o que fazer se a cobertura for negada.

Quais DIUs existem

No Brasil, os principais modelos são:

  • DIU de cobre: sem hormônio, protege por cerca de 10 anos
  • DIU hormonal Mirena: libera levonorgestrel, protege por até 8 anos
  • DIU hormonal Kyleena: dose hormonal menor, protege por até 5 anos
  • DIU de prata: cobre com núcleo de prata, cerca de 5 anos

O tipo de DIU faz diferença no acesso: a disponibilidade na rede pública e nos planos varia conforme o modelo. Compare as opções em qual o melhor DIU.

DIU pelo SUS: como funciona

O DIU de cobre faz parte dos métodos contraceptivos oferecidos gratuitamente pelo SUS, dentro da política de planejamento reprodutivo. Ele pode ser colocado em diferentes momentos e locais, conforme a organização de cada município:

  • Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e serviços de referência em planejamento reprodutivo
  • Em muitas maternidades, logo após o parto (o chamado DIU pós-parto ou pós-placentário) ou após um abortamento, antes da alta

Já o DIU hormonal tem disponibilidade mais restrita na rede pública e costuma depender de protocolos locais. Como a oferta varia bastante entre cidades e muda com o tempo, a informação mais confiável sobre o seu caso está na sua UBS.

Como colocar o DIU pelo SUS: passo a passo

  1. Procure a UBS mais próxima de casa e informe que tem interesse no DIU.
  2. Participe da consulta de planejamento reprodutivo, em que a equipe avalia seu histórico e apresenta os métodos disponíveis.
  3. Faça os exames solicitados, se houver — em alguns serviços, pede-se o preventivo em dia ou um teste de gravidez.
  4. Agende a inserção, que pode ser feita na própria UBS ou em um serviço de referência, conforme a organização do município.
  5. Compareça ao retorno para confirmar que o DIU está bem posicionado.

Se você está grávida e tem interesse no DIU pós-parto, pergunte no pré-natal se a maternidade de referência oferece a inserção logo após o nascimento.

DIU pelo plano de saúde

Nos planos de saúde, a cobertura segue o Rol de Procedimentos da ANS, que é atualizado periodicamente, e as regras do seu contrato. A situação pode variar entre operadoras e tipos de plano. Pontos importantes:

  • Pergunte separadamente sobre o dispositivo e sobre o procedimento de inserção: a cobertura pode incluir os dois ou apenas um deles
  • Confira se a cobertura vale para o DIU de cobre, para o DIU hormonal ou para ambos
  • Verifique a segmentação do seu plano (ambulatorial, hospitalar ou ambos) e eventuais carências
  • Operadoras como a Unimed e outros convênios têm fluxos próprios de autorização, que podem exigir pedido médico e prazo de análise

Como solicitar ao convênio

  1. Consulte um ginecologista credenciado e peça o pedido médico com o tipo de DIU indicado.
  2. Envie a solicitação de autorização pelo canal da operadora (aplicativo, site ou central de atendimento).
  3. Aguarde a análise no prazo informado.
  4. Com a autorização, agende a inserção.

E se a cobertura for negada?

Se o plano negar o pedido, você tem o direito de solicitar a negativa por escrito, com o motivo e a regra do contrato ou do Rol em que ela se baseia. Com esse documento, é possível:

  • Registrar uma reclamação na ANS, pelos canais da agência
  • Buscar orientação em órgãos de defesa do consumidor
  • Avaliar o atendimento particular — entenda o que influencia o preço do DIU Mirena

Particular: quando faz sentido

Mesmo com cobertura, algumas mulheres preferem o atendimento particular para ter mais agilidade, escolher a profissional ou optar por um modelo específico. No particular, o valor costuma incluir a consulta, o dispositivo, a inserção e o acompanhamento.

Cuidados que valem para qualquer caminho

Seja pelo SUS, pelo plano ou particular:

  • A avaliação médica antes da inserção confirma a indicação e descarta contraindicações
  • A inserção deve ser feita por profissional capacitado — veja como é o procedimento em inserção do DIU passo a passo
  • O retorno após a colocação é importante para confirmar o posicionamento
  • Use preservativo para se proteger de infecções sexualmente transmissíveis — o DIU não protege contra ISTs

Perguntas frequentes

Quem nunca teve filhos pode colocar DIU pelo SUS? O DIU é recomendado também para mulheres que nunca engravidaram e para adolescentes. A oferta segue os critérios do serviço local.

A troca e a retirada também são cobertas? Pergunte no momento da inserção: em geral, seguem o mesmo fluxo de atendimento do serviço ou do plano.

Existe alternativa se o DIU não estiver disponível? Sim. Outros métodos de longa duração, como o implante anticoncepcional, também podem estar disponíveis — veja o que é o implante anticoncepcional (Implanon).

Informação clara é o primeiro passo para escolher o método certo. Se você está em dúvida sobre qual DIU colocar ou sobre o melhor caminho de acesso, uma consulta ginecológica ajuda a comparar as opções com calma e segurança.

Quer saber mais sobre DIU? Conheça o tratamento de DIU na Femi Saúde ou agende sua consulta pelo WhatsApp.

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Dra. Melissa Amoroso

Sobre a autora

Dra. Melissa AmorosoGinecologista · CRM-PR 39.552 · RQE 34.292

A Dra. Melissa Amoroso é ginecologista e Diretora Técnica da Clínica Femi Saúde. Dedica-se ao cuidado da mulher em todas as fases da vida, da primeira menstruação à menopausa, com foco em medicina preventiva: consultas de rotina, preventivo do colo do útero e orientação individualizada. Em contracepção, oferece aconselhamento para a escolha do método mais adequado a cada paciente e realiza a inserção de DIU (hormonal e de cobre) e do Implanon®, além da laqueadura. É especialista em cirurgia ginecológica minimamente invasiva, com fellow em videolaparoscopia e histeroscopia. Realiza histeroscopia diagnóstica e cirúrgica — para investigar e tratar sangramentos uterinos anormais, pólipos e miomas — e cirurgias por vídeo, como histerectomia e remoção de cistos de ovário e miomas, com atenção especial à endometriose. Na ginecologia regenerativa e estética íntima, cuida da saúde íntima com laser de CO2 fracionado e radiofrequência e realiza cirurgias íntimas, como a ninfoplastia a laser, sempre priorizando o bem-estar, a segurança e a confiança de suas pacientes.

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