Pré-diabetes e Resistência à Insulina
A janela para reverter o risco de diabetes
O que é
A resistência à insulina acontece quando as células respondem menos a esse hormônio e o pâncreas precisa produzir cada vez mais para manter a glicose normal. Com o tempo, esse esforço se esgota e a glicose começa a subir, caracterizando o pré-diabetes: níveis acima do normal, mas ainda abaixo do diagnóstico de diabetes. Essa fase costuma ser silenciosa e está ligada ao acúmulo de gordura abdominal, ao sedentarismo, à SOMP (síndrome ovariana metabólica poliendócrina) e à história familiar. A boa notícia é que se trata de uma janela de oportunidade: com mudanças de hábitos orientadas e acompanhamento, grande parte das pacientes normaliza a glicose e evita a progressão para o diabetes tipo 2.
Sintomas mais comuns
- Geralmente nenhum sintoma perceptível
- Aumento da gordura na região abdominal
- Escurecimento da pele no pescoço e nas axilas
- Sonolência e cansaço após as refeições
- Vontade frequente de comer doces
- Irregularidade menstrual e acne
Causas e fatores de risco
- Excesso de peso, principalmente gordura abdominal
- Sedentarismo e alimentação rica em açúcares e ultraprocessados
- Histórico familiar de diabetes tipo 2
- SOMP (síndrome ovariana metabólica poliendócrina)
- Diabetes gestacional prévio
- Sono insuficiente e estresse crônico
Como é feito o diagnóstico
O pré-diabetes é identificado por exames de sangue: glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4% ou glicemia entre 140 e 199 mg/dL duas horas após a ingestão de glicose. A resistência à insulina é avaliada pelo conjunto de dados clínicos, como a circunferência abdominal, a pressão arterial e a acantose nigricans, um escurecimento da pele nas dobras, e por exames como insulina de jejum, triglicerídeos e HDL. Em mulheres, a endocrinologista pesquisa também sinais de SOMP (síndrome ovariana metabólica poliendócrina), que frequentemente caminha junto com a resistência à insulina. A composição corporal por bioimpedância complementa a avaliação.
Como tratamos na Femi Saúde
O tratamento tem como base a mudança de estilo de vida, que é a intervenção mais eficaz nessa fase: redução de 5% a 7% do peso, alimentação com menos açúcares e ultraprocessados, pelo menos 150 minutos semanais de atividade física e sono regular. Em pacientes com risco mais elevado, como as que têm glicada mais próxima do limite, histórico de diabetes gestacional ou SOMP, a medicação pode ser indicada como complemento. Os exames são repetidos a cada seis a doze meses para acompanhar a resposta, e a equipe de endocrinologia da Femi Saúde ajusta o plano conforme a rotina e os resultados de cada paciente.
Quando procurar a ginecologista
Procure a endocrinologista se um exame mostrou glicemia ou hemoglobina glicada um pouco acima do normal, se você tem gordura abdominal aumentada, manchas escuras no pescoço ou nas axilas, ou se há diabetes na família. Também vale consultar se você tem SOMP, já teve diabetes gestacional ou apresenta pressão, triglicerídeos ou colesterol alterados junto com o ganho de peso.
O que oferecemos
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